26 de junho de 2022 – 13º Domingo do Tempo Comum – Ano C

Este mês de junho é marcado pelas festas dos chamados santos populares.

Lembram-nos que a santidade é a fonte da alegria. Mais perto de Jesus mais partilharemos da Sua alegria.

1- Seguir-te-ei

Na primeira leitura escutámos como Eliseu foi chamado por Deus para ser profeta m Israel. Era missão difícil sujeita a perseguições como acontecera com Elias. Eliseu era rico e deixou tudo para ficar ao serviço de Deus e de Elias.

Também os Apóstolos tinham sido corajosos para seguir o chamamento de Jesus. Deixaram as redes, o seu ganha-pão, deixaram a família, para andarem com Jesus.

Escutámos no Evangelho como aquele ouvinte entusiasmado diz a Jesus: – Seguir-te-ei para onde quer que fores.

Jesus avisa-o que teria de sujeitar-se a uma vida de sacrifício: – “As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça

Para seguir a Jesus é preciso estar disposto a tudo. O Senhor continua a fomentar no coração de muitos homens e mulheres esta generosidade ao serviço de Deus e dos outros.

Temos de dar graça por tantos exemplos bonitos também no nosso tempo. E rezar para que não faltem as vocações na Igreja.

O Senhor não fica atrás em generosidade, dando cem por um já neste mundo e depois a vida eterna.

A Igreja lembra no mês de Junho os chamados santos populares, que souberam viver esta entrega a Deus. S.João Baptista que se dedicou desde jovem na oração e penitência e depois anunciando a chegada de Jesus. Deu a vida pela verdade. O mundo inteiro louva-o nestes dias dizendo que valeu a pena a sua generosidade e sacrifício,

S.Pedro deixou as barcas e a família para ser Apóstolo de Jesus. Arriscou a vida diversas vezes e morreu em Roma pregado numa cruz. Ao louvá-lo nestes dias a Igreja diz-nos que a sua vida valeu apena.

Também Santo António de Lisboa seguiu o apelo de Jesus. Deixou as comodidades e as riquezas para imitar a Jesus na Sua pobreza e levar a Sua mensagem salvadora a muitos homens.

 

2)Deixa-me ir sepultar meu pai

No Evangelho Jesus diz a outro: Segue-me. Ele porém põe condições: – deixa-ir primeiro sepultar o meu pai. Quando os meus pais morrerem então estarei disponível para Te seguir.

Jesus lembra-lhe que é preciso amá-Lo mais que à família.

O amor aos pais não pode ser empecilho para a vocação. Tantos não deixam que a filha vá para religiosa, pensando que não têm quem os trate quando forem velhos, mas deixam que ela se case e vá viver para o Brasil ou para a Austrália.

Por vezes são as filhas religiosas que acabam por estar mais perto dos pais nas suas necessidades.

A generosidade com Deus acaba por ser recompensada muitas vezes já neste mundo. Os pais têm de sentir alegria por Deus chamar os seus filhos para serem sacerdotes ou religiosas. O pai de Santa Teresa do Menino Jesus, S.Luís Martin, é exemplo dessa alegria em dar os filhos a Deus. As cinco filhas vieram a ser carmelitas e uma da Visitação. Quando a Teresita com catorze anos resolve ir para o Carmelo, vai ter com o pai a pedir a sua autorização e fica muito contente ao ver a resposta generosa do pai.

Muitos pais põem obstáculos à vocação dos filhos e acabam por ser para eles ocasião de se afastarem de Deus e seguirem talvez uma vida desgraçada.

 

3- Quem tiver lançado as mãos ao arado

Não basta começar no caminho da entrega a Deus. É preciso perseverança. “Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus” – diz Jesus. É preciso entregar-se sem medo e sem cálculos. Não quero ser padre porque não me posso casar – dizem alguns miúdos. E vemos que tantos se casam e não são felizes e rapidamente se divorciam.

O Senhor dá cem por um já nesta vida e depois a vida eterna – disse Ele a Pedro.

O sacerdote, a religiosa podem ser muito mais felizes do que aqueles que vão para o casamento.

Também no matrimónio é preciso ir preparado para sofrer e para se esquecer de si mesmo e dos seus interesses. Doutro modo o casamento não se aguenta e não serão felizes.

Os sacerdote e a religiosa para se manterem na sua vocação têm de decidir-se a entregar-se a sério à missão que o Senhor lhes confiou, na guarda do coração, na assiduidade da oração, no recurso à confissão e direção espiritual, na generosidade no apostolado.

Peçamos a Nossa Senhora, modelo de entrega generosa ao serviço de Deus, pela perseverança e santidade dos sacerdotes e religiosos.

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