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Igreja/Portugal: Seca dos últimos meses deve despertar para uma «pedagogia da água»

Comissão Nacional Justiça e Paz destaca necessidade de uma estratégia global e local para o problema

Lisboa, 28 nov 2017 (Ecclesia) – A Comissão Nacional Justiça e Paz abordou hoje a situação de seca que tem afetado o país, e apelou ao envolvimento de todos na preservação de “um bem precioso” que se está a tornar “raro à medida que continuam as agressões do ser humano” à natureza.

“O nosso país está neste momento em situação de seca extrema em grande parte do seu território, uma seca sufocante e maligna, que está e continuará a ter repercussões irreversíveis. Seremos apenas, e mais uma vez, vítimas de um problema mundial ou podemos lançar uma interpelação entre nós todos e a cada um”, questiona o organismo da Igreja Católica, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

Para a CNJP, é fundamental “um olhar global” para o problema da falta de água, que advém das agressões que o Homem tem infligido ao planeta” e que este e a humanidade “não suportarão por muito mais tempo”.

Para o mesmo organismo, falta também um “olhar local” para o problema, uma mobilização que envolva todas as estruturas na resposta à mesma pergunta: “O que queremos fazer com a água que é nosso bem comum?”

“Governo, responsáveis autárquicos e especialistas nesta matéria têm o diagnóstico feito. Algumas medidas de recurso têm sido tomadas. A sociedade civil está alertada para o facto de que temos de repensar e refazer o nosso estilo de vida: poupar, racionalizar e partilhar, reutilizar a água de que dispomos”, reconhece a CNJP.

No entanto, para a referida Comissão, é preciso ir mais longe, é necessária “uma mudança na mentalidade consumista, imediatista e de desperdício”, muitas vezes “de horizontes estreitos, irresponsável e narcísica” que brota da sociedade.

E isso tem de começar “em casa, nas escolas, nas comunidades e suas instituições”.

“Precisamos de uma pedagogia [de utilização] da água! Enquanto cidadãs e cidadãos – incluindo crianças, jovens, idosos, nas cidades ou em zonas rurais, em empresas ou em instituições de solidariedade – tomemos em nossos ombros e em conjunto esta urgência, respondendo-lhe com um projeto de cidadania”, exorta a CNJP.

Aquele organismo espera que todos assumam a preservação deste recurso que é a água como uma missão, tendo presente que ela é um bem “a que todos sem exceção têm direito”.

E apela a um esforço de alteração de hábitos e modos de pensar, com o envolvimento de todos, desde os cristãos à sociedade em geral.

“Reeduquemo-nos uns aos outros porque todos temos iguais responsabilidades, embora seja certo que muitos estão a sofrer mais do que outros”, conclui a CNJP.

JCP

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