Uma Quaresma de branco

Ao iniciarmos o tempo Santo da Quaresma somos transportados para um tempo de penitência e sacrifício. Por vezes, também devido às muitas manifestações religiosas tradicionais, somos transportados para a contemplação do sofrimento, da dor, da morte. No entanto, o tempo Santo da Quaresma, não é um tempo se sofrimento, de dor e de morte, mas sim de alegria e de júbilo. Apesar de usarmos paramentos roxos, podemos dizer que é um tempo branco: Tal como uma serra o Inverno a enche de branca neve, que a torna magnífica esbelta e atractiva, mas ao mesmo tempo perigosa, onde a vegetação desaparece, onde o frio desconforta onde nos privamos de muitas comodidades. Contudo ao chegar a primavera essa neve derrete, morre, descobre os campos e dá alimento, calmamente enche os leitos dos rios e dá a verde vida aos prados e colinas. O tempo Santo da Quaresma é este nevão na nossa vida, que nos torna belos, mas atentos aos perigos, que nos sepulta o conforto, mas na certeza que a neve quaresmal derreterá e dará lugar aos prados verdejantes pascais, onde corre a Vida, onde floresce a salvação.

Que este tempo da Quaresma seja realmente um Santo Tempo para a Páscoa do Senhor. Assim, nós, acólitos que vestimos de branco, sejamos já hoje a imagem quaresmal da Vida que nos é dada na Páscoa e onde, vestidos de túnicas brancas, contemplarmos o Cordeiro.

Uma Santa Quaresma!

 

Pe. Luís Leal

Serviço Nacional de Acólitos

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