Família, uma comunidade de crescimento da fé.

A família é, de facto, a primeira e mais importante comunidade educativa. A escola e a própria Igreja mais não fazem que colaborar. Nunca a podem substituir, pois não há melhor que o clima doméstico para levar à plenitude essa vida dos filhos, tanto no plano biológico, como no humano e até cristão.

A verdade, porém, é que nem sempre os pais estão conscientes da importância e da responsabilidade da sua missão como educadores. No aspeto da educação, são zelosíssimos pelo crescimento biológico e físico de seus filhos. Às vezes, são mesmo extremamente exagerados. O mesmo acontece nas outras áreas da educação. Atualmente quase abdicam delas, deixando à escola e à rua essa mesma tarefa. E depois queixam-se que o filho é irreverente, não respeita ninguém, está cheio de vícios. Pudera, quem lhe educou os sentimentos, quem lhe moldou o caráter, a vontade, quem lhe formou a consciência e lhe incutiu o respeito pelos valores sociais e morais?

Se passarmos para o campo da fé, então o desastre é ainda maior. Em nome da liberdade, os pais abdicam por completo da sua missão de educar também na fé que dizem professar e a que se comprometeram publicamente no dia do seu casamento. E uma falsa atitude essa de dizer que isso da fé é lá com eles, ou, quando forem adultos, que escolham. Muitos de nós não teríamos fé, nem estaríamos na Igreja, se não fosse a mãe que, ao mesmo tempo que dava o alimento, também ia ensinando a rezar e a ter atitudes cristãs. A nossa vida pode ter dado muitas voltas, até talvez tenhamos andado fora da Igreja, mas ficou lá o fermento. Não esqueçamos que a família é o clima normal onde cresce, se desenvolve e amadurece a fé dos filhos.

Mas para isso é preciso que a nossa fé de casais também tenha crescido e que estejamos conscientes da sua importância na nossa vida.   

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