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4 de fevereiro de 2018 – 5º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Caros irmãos,
Quem não sentiu já o peso e a dureza do trabalho, a desilusão e as dificuldades? Se quisermos refletir um pouco, depressa compreenderemos que somos bem frágeis, sozinhos não conseguiremos nunca resolver os problemas que nos preocupam a nós e aos nossos irmãos, não encontraremos o sentido da ida mais ou menos agitada e sempre breve, que vamos vivendo. Esta realidade da nossa condição humana não deve ser motivo para cedermos ao pessimismo ou à tentação do desânimo. Bem pelo contrário, a consciência da nossa fragilidade e das nossas limitações é o caminho seguro de um verdadeiro encontro com Jesus. É quando nos reconhecemos fracos, quando sentimos ter chegado ao limite das nossas capacidades para lutar contra o mal que existe em nós e à nossa volta, é só, então, que estamos preparados para acolher a Boa Nova da Salvação. Só então somos capazes de compreender que apenas Jesus pode libertar-nos, dando sentido às nossas lutas e sofrimento, às nossas quedas e fracassos: Ele que quis também sofrer e morrer, antes de ressuscitar, vem dar à nossa vida temporal, breve e passageira, um sentido de eternidade.
No Evangelho, Jesus aparece-nos de facto como Aquele que vai ao encontro de quantos O procuram porque querem ser libertados do pecado e da dor. Os estos e palavras com que cura os doentes e perdoa aos que se reconhecem pecadores são os sinais de que se serve para anunciar aos homens que o Reino de Deus está já entre eles, que o amor do Pai vence toda a espécie de mal, e que esse mesmo amor, libertador e salvador, lhes é agora oferecido gratuitamente.
As palavras de S. Mateus deixam-nos adivinhar a atividade intensa, quase apressada, de Jesus no desempenho da Sua missão de anunciar a Boa Nova aos homens. E contudo vimo-‘Lo, nesta ocasião e em muitas outras, reservar longos momentos para o recolhimento e a oração. Também para Jesus a oração é um meio privilegiado de estar em contacto com o Pai, num diálogo tão íntimo que não precisa de palavras para se estabelecer. É dela que recebe a força criadora e renovadora que transparece em todos os Seus atos, essa orça que restitui a saúde àqueles que a doença vai destruindo; que restabelece a harmonia na natureza, acalmando ventos e tempestades; que apaga o pecado no coração do homem e o transforma para acolher o Reino de Deus.
O exemplo de Jesus é a resposta à tentação em que por vezes caímos de «fazer muitas coisas» que até terão a sua utilidade, mas de rezar pouco…. Ou nada. É importante todo o esforço feito no sentido de partilhar com todos uma pouco mais de bem-estar e de justiça; é indispensável a atividade que desenvolvemos para levar a Boa Nova de Cristo aos que não O conhecem. Mas os nossos gestos, as nossas palavras e ações pouco conseguirão, se não forem animadas pela força do Espírito, que recebemos na oração e nos sacramentos. Como podemos falar de Deus – e alamos d’Ele sempre que oferecemos uma palavra amiga, um gesto de perdão ou de ajuda – se O não temos connosco? E como podemos manter viva a Sua presença em nós, se não a alimentamos na oração?
A palavra de Deus oferece-nos duas sugestões; com elas orientaremos a nossa vida: vamos aproximar-nos de Jesus, conscientes das nossas altas e imperfeições, mas confiantes na força do Seu perdão; e, reencontrando-nos com Ele na oração, levêmo-‘Lo connosco para anunciar a Boa Nova àqueles que ainda a não conhecem.

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