22 de agosto de 2021 – 21º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Como vimos os textos deste Domingo leva-nos à seguinte conclusão: a fé é uma iniciativa de Deus que se dá a conhecer, na Revelação, e introduz o homem na Sua própria vida. Ao homem compete, com toda a liberdade, aceitar ou recusar essa Revelação.

No Antigo Testamento Deus pede ao Seu povo, por intermédio de Josué, uma resposta clara que manifeste a sua adesão ou abandono. “Se não vos agrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir”. Mas Josué acrescenta: “Eu e a minha família serviremos o Senhor”.

Reconhecendo quanto o Senhor fez pelo Seu povo, libertando-o do Egipto, protegendo-o e alimentando-o no deserto, este promete fidelidade ao seu Deus. “Queremos servir o Senhor, pois Ele é o nosso Deus”.

No texto do Evangelho de São João, as palavras de Jesus sobre o Pão da Vida, que é Ele mesmo, exigem uma adesão de fé muito difícil de aceitar. O homem, por si mesmo, não pode compreender o Mistério Eucarístico.

Muitos dos que O ouvem começam a afastar-se, escandalizados com as Suas palavras. Perante este abandono, Jesus apela para a fé, para as realidades espirituais que transcendem o mundo dos sentidos.

O Senhor aceita a liberdade de opção dos que, resistindo à Graça, rejeitaram as Suas palavras, considerando-as insuportáveis de ouvir. Embora saiba que a partir deste momento vai ser abandonado por muitos, não deixa de proclamar a Sua Mensagem.

Voltando-se para o pequeno grupo dos discípulos, pergunta-lhes: “Também vós vos quereis ir embora?”.

Então Pedro responde desassombradamente em seu nome e no dos doze: “Para onde iremos nós, Senhor, se só Tu tens palavras de Vida Eterna?”.

Estas palavras de Pedro têm sido repetidas, ao longo dos tempos, por muitos que depois de terem procurado experimentar outros sistemas de vida, em busca de outros salvadores, concluíram que só em Cristo encontraram a solução para os seus problemas e o caminho para a verdadeira felicidade.

São Paulo, na epístola aos Efésios, exalta o valor do matrimónio cristão. Este adquire uma dimensão divina, sendo comparado ao amor de Cristo pela Sua Igreja.

Ao comparar o marido com Cristo, exige dele um amor num grau elevadíssimo – Cristo amou a Sua Igreja e deu a vida por ele.

As relações entre marido e mulher devem regular-se pelo amor mútuo cultivado ao mesmo nível pelos dois.

O laço de união entre ambos é o próprio Cristo, a quem tudo está sujeito.

O matrimónio cristão não é uma união qualquer, é uma união sagrada, portanto indissolúvel. É fonte de graças próprias que santificam os esposos. É nessas graças que os esposos encontram forças para vencerem as dificuldades ao longo da sua vida e permanecerem fiéis ao amor que mutuamente se prometeram.

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