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2 de dezembro de 2018 – 1º Domingo do Advento Ano C

A Igreja vive, através dos tempos, ao ritmo da vida de Jesus, que ela tem por missão anunciar. Os cristãos celebram cada momento da vida do Senhor, fazendo dela modelo da sua vida, e recebendo desta vivência luz e força para caminhar.
Assim, iniciamos hoje um novo ano litúrgico, preparando a vinda do Senhor.
Embora todos os anos repetidos, o tempo de Advento é sempre diferente, porque representa uma atitude de vida, pessoal e comunitária. E, porque somos seres em permanente mudança – as exigências vividas desde o ano passado, decerto nos transformaram – a nossa maneira de viver o Advento não se repete de ano para ano.
Mas o significado deste tempo litúrgico, esse permanece o mesmo: um convite à reflexão, à conversão para uma vida em comunhão com Deus, que implica uma escolha, uma decisão pessoal.
Recordar o nascimento de Jesus que já veio, não é lembrar um facto do passado. É situarmo-nos no presente, certos de que o Seu Reino está já entre nós, e olhar para o futuro com a esperança no Senhor que há-de vir.
É essa a mensagem das leituras deste 1º Domingo: a vinda do Senhor, anunciada por Jeremias, tornou-se uma realidade há dois mil anos. A promessa que Jesus nos deixou – «Verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com grande poder e glória» – será cumprida. Não nos é dado saber quando, nem é isso que interessa. O que importa, é que cada um se mantenha vigilante na construção do Reino que o Senhor virá um dia estender a toda a humanidade.
São Lucas insiste, aliás, nesta atitude de vigilância permanente, que não deve confundir-se com medo, ou ansiedade. Os sinais de que nos fala – no sol, na lua e nas estrelas, a agitação do mar e a angústia sobre a terra – não podem tomar-se como uma descrição exata de como será a segunda vinda do Senhor. O evangelista inspira-se em autores do Antigo Testamento, que sempre anunciavam as intervenções de Deus acompanhadas de manifestações extraordinárias, na natureza. O que quer transmitir-nos é a certeza de que o Senhor virá de novo. Não será então «o fim do mundo», mas o fim deste mundo que nós conhecemos – o mundo do egoísmo, da injustiça, de todas as formas de mal e pecado. Não será uma nova catástrofe, mas o começo de um «mundo novo», a plenitude do Reino de Deus. O Filho do Homem manifestar-se-á como Senhor e Mestre, para conduzir a humanidade renovada pela graça, à comunhão total com o Pai, numa forma de vida inteiramente diferente, que desconhecemos ainda.
Como cristãos, temos a missão de anunciar e testemunhar que o mundo não são só as realidades que hoje vemos, mas tem outra dimensão: é um mundo que evolui, caminhando para esse encontro com o Cristo vivo, que há-de glorificá-lo e a cada um de nós. Encontro que tem de ser preparado também por cada um de nós. Se à Igreja compete anunciar Cristo ao mundo, cabe a cada um de nós torna-lo visível, mostrá-l’O já presente, entre nós; afastando as aparências que O escondem ou dão d’Ele uma imagem deformada e enganadora; fazendo da vida um «vido límpido», através do qual os outros possam conhecer Cristo, como Ele é, e por Ele, caminhar para o Pai.
Isto exige uma atitude permanente de atenção e vigilância para evitar colaborar com a mentira, a indiferença, a ânsia de riqueza e de poder, que se instalaram na nossa sociedade e são para tantos, um estilo de vida.

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