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19 de maio de 2019 – 5º Domingo da Páscoa

«Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei».
É o Mandamento Novo, como lhe chama o Senhor Jesus. É uma visão nova dos 10 mandamentos da Lei, dada por Deus a Moisés no Monte Sinai. Ao redimensionar o Amor, reduzindo, por um lado, tudo a ele e alargando, por outro, as fronteiras desse mesmo amor até aos próprios inimigos, Jesus deixa-nos um testemunho espiritual extraordinariamente belo sim mas, digamo-lo também extremamente exigente. O Amor será assim o sinal, o testemunho do cristão no mundo. Pelo Amor serás conhecido e medido, como presença, entre os homens, de Cristo Ressuscitado, diz-nos João no Evangelho que ouvimos há pouco. E nós sabemos, nós sentimos que um amor assim seria capaz de transformar o mundo. Um mundo que hoje, passados 2019 anos da vinda de Jesus, nos entra portas dentro, através da rádio, da televisão, dos jornais, da internet, como um mundo onde impera a guerra, o ódio, o poder, os conflitos raciais e sociais, o gozo, a indiferença. Um mundo que em parte é também assim à nossa própria volta. Mas um mundo onde, graças a Deus, há também oásis de paz e amor. Pensemos numa Rainha Santa, num Padre Américo, numa Madre Teresa de Calcutá, e tantos outros.
Oásis de paz e amor que se poderiam multiplicar indefinidamente se, cada cristão, cada um de nós, procurasse levar à prática, uma prática sempre renovada, o mandamento do Amor que Jesus nos legou na Sua última Ceia com os Apóstolos, naquela bendita tarde de Quinta-Feira Santa. Mas nós sabemos, o homem é fraco, sujeito a tentações, a uma rotina de vida. Por isso a Igreja, nossa mãe e mestra, conhecendo a sua natureza pecadora, mas capacitada também de reação, proporciona-lhe, ao longo de cada ano, espaços para uma reflexão mais profunda, questionando-o e dando-lhe oportunidade de dar sempre um salto em frente ao fazer-lhe reviver a história da sua própria salvação, através das várias etapas do ano litúrgico.
Celebrada, há 4 semanas, a festa maior dos cristãos – a Páscoa – estes são agora convidados a viver de uma forma mais intensa, a alegria da Ressurreição do Senhor. É assim tempo oportuno para se exercitarem a ser, no mundo, sinais de ressurreição do seu Mestre. A liturgia da Palavra de hoje ajuda-nos nesse sentido.

Os cristãos serão:
Sinais de ressurreição, pela fidelidade à fé – Paulo e Barnabé nas viagens apostólicas a Icónio, Listra e Antioquia, de que nos fala a 1ª leitura «iam fortalecendo as almas dos discípulos, exortando-os a permanecerem firmes na fé».
Transmitindo coragem nas dificuldades «através de muitas tribulações é que temos de entrar no Reino de Deus», continua ainda a passagem dos Atos. Esperança incute também São João ao falar-nos dos «novos céus e nova terra, na nova Jerusalém, no mundo novo, onde não haverá mais morte, luto, clamor, lágrimas, fadiga…». E não há dúvida que faz bem escutar tais palavras quando parece que tudo vai desabar à nossa volta; termos a certeza de que o mal será vencido. Mas também a responsabilidade de que só o será, na medida em que nós próprios, cada um de nós, for capaz de lutar contra as situações de sofrimento, de injustiça, de dor, para que elas se resolvam.
Sinais de ressurreição pela presença num mundo descristianizado, dos autênticos valores cristãos. Presença-testemunho na família, na escola, no trabalho, na vida social, nos divertimentos. O cristão tem de saber também estar presente em tantas situações de solidão, hoje parece que cada vez mais frequentes nos grandes centros populacionais para onde emigram grande parte dos homens e mulheres das nossas aldeias e onde imperam o ruído e a indiferença. A caminhada de Paulo e Barnabé pelas Igrejas da Pisídia até Antioquia onde se entregavam ao anúncio da Palavra de Deus, confiando apenas na Sua graça, terão de ser para nós exemplo e estímulo, responsabilizando-nos a sermos também mensageiros do Evangelho entre aqueles que connosco se cruzam no dia a dia da vida.

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