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14 de setembro de 2014 – Festa da Exaltação da Santa Cruz

A festa de hoje leva-nos ao Mistério pascal de Cristo que a nossa Eucaristia atualiza. Todos somos convidados a olhar na perspetiva de Deus, a centrar o nosso olhar no rosto de Cristo, rosto de misericórdia e rosto de esperança. Somos convidados a centrar toda a nossa existência em Cristo salvador e a comprometer a nossa vida com o seu projeto de salvação.

Deus é o Salvador

A serpente que aparece no Génesis seduz os nossos primeiros pais a elaborar um plano de vida como se Deus não existisse. A sedução astuciosa foi como veneno injetado tendo forte repercussão nas suas vidas pessoais e dos seus descendentes. Frente a esta «desgraça» relaciona-se o Deus amigo e Salvador anunciando a vitória.

Na sua caminhada e êxodo de libertação, da busca da plenitude da vida, o Povo de Deus, não está isento de inúmeras dificuldades, tentações e obstáculos. Uma dessas dificuldades são as serpentes que fazem sucumbir a muitos. Injetando o seu veneno mortal dão às suas vítimas pouco tempo de vida.

O nosso Deus é o Deus da solução. Só não se consegue solução quando não se busca a perspetiva e a lógica de Deus. Colocados na perspetiva de Deus, olhando para a serpente colocada no poste, o Povo de Deus, compreende que o seu coração deve estar colocado em Deus e assim possuir imunidade diante dos ataques do mal.

Mas esse olhar permite vislumbrar o seu ponto culminante, a centralidade da Vida, da História e da Palavra de Deus: Jesus Cristo.

Ele é já a procura do Povo da Antiga Aliança e vindo ao mundo tornou-se resposta plena, última e definitiva ao ser humano, às suas buscas e caminhadas.

 Centralidade de Cristo

O mistério pascal de Cristo é a centralidade de toda a peregrinação humana e o que essa peregrinação significa na vida pessoal, comunitária, na história, na revelação de Deus e do Homem. No mistério Pascal de Cristo somos salvos de todo o pecado e da morte. Nele ilumina-se em exaltação a nossa dignidade de filhos de Deus e vive-se a esperança da vitória definitiva. Em Cristo que contemplamos como Filho de Deus e Salvador alcançamos a salvação e o remédio para os nossos males.

Contemplá-Lo como crucificado significa assumir em si mesmo este projecto de salvação e doar-se sem medo, sem barreiras e sem fronteiras. Significa que no meio da nossa caminhada não estamos isentos do veneno da ganância, do ódio, da inveja, da luxúria… do pecado. Mas em Cristo crucificado vemos sintetizado um projecto e uma proposta de vida oferecida em doação da verdade, da fidelidade, do serviço oblativo, da aceitação da humilhação evangélica, e do caminho para a vida.

Encontro e compromisso

A cruz de Cristo é proposta na nossa caminhada. É poderosa referência à autenticidade e legado mais útil a todas as gerações.

Quem constrói na cruz de Cristo constrói na verdade e na dignidade, pois ela convida e incita a que o ser humano não se deixe vencer pelas seduções do aparente desenvolvimento ou libertação. Ela desmascara toda a falsidade dos esquemas que na nossa caminhada querem destruir a vida. A cruz desmascara todos os esquemas que atacam o homem e semeiam a morte. Ela desmascara o que não é cristão e apela constantemente ao mais genuíno no seguimento e compromisso com Cristo.

A Cruz é a exaltação do serviço e da fraternidade com os outros, sobretudo os mais débeis, os fracos e os pequeninos, que se tornam muito vulnerável e frágeis diante de potentes poderes destruidores. Ela é garantia da derrota do «monstro» que se salienta pelo orgulho e soberba. Ela é a vitória Daquele que deu a vida por todos, para que todos encontrem a salvação.

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