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1 de novembro de 2018 – Solenidade de Todos os Santos

Bem-aventurados, dizia o Senhor, os pobres, os humildes, os que choram, os que têm fome e sede de justiça, porque serão confortados na sua humildade, nas suas carências, nos seus anseios e nos seus sofrimentos, pela misericórdia infinita de Deus.
Bem-aventurados ainda, os misericordiosos, os puros, os perseguidos pela fé, porque o Reino de Deus será a sua recompensa e o Senhor os acolherá como filhos diletos.
Grande será a recompensa nos Céus para quem escuta os Seus ensinamentos e os põe em prática.
Que extraordinário tema de meditação nos oferece este sermão! Um verdadeiro programa de vida para um seguidor de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Na nossa vida, no mundo e em sociedade, que exemplo daríamos se aceitássemos, como cristãos, os sofrimentos ou contrariedades que nos atingem, no dia a dia, com a certeza de que nada passa despercebido aos olhos de Deus que, certamente, abençoará a nossa coragem, a resignação, e fé com que aceitarmos esses sofrimentos! Ele nos dará força e as graças que necessitamos para ultrapassar essas dificuldades, quando elas surgirem.
Realmente, uma pessoa sem fé, uma alma sem Deus, deve sentir a maior dificuldade em aceitar, enfrentar as contrariedades ou os desgastes que surgem na vida de toda a gente cá neste mundo, pois nem sequer compreende qual o sentido da vida, e por que é que essas coisas lhe sucedem. E surgem, por vezes, a revolta, o desespero e, até as vinganças que nos escandalizam.
Em contrapartida, também por vezes, há pessoas que não têm a graça da fé, mas por uma firmeza de caráter, uma honestidade e bondade inatas, conseguem enfrentar com dignidade e resignação os desgostos que porventura surjam na sua vida!
Talvez que lá bem no fundo, Deus atue nas suas almas, sem que o saibam.
Mas inteiramente felizes são aqueles a quem anima a fé e o amor de Cristo, e que na pureza dos seus corações usam de caridade para com os irmãos.
Fortalecidos com a sua fé, aceitarão, sem vacilar, o sofrimento, as incompreensões e até, as perseguições.
A estes, o Senhor os chamará Seus filhos e os aparará com a Sua graça.
No seu extraordinário sermão, Jesus disse: «felizes sereis quando por minha causa vos perseguirem pois será grande no Céu a vossa recompensa».
Unidos a Cristo, com Ele por nosso companheiro, confirmados pelo Espírito Santo, pertencemos, de facto ao povo do Senhor, somos filhos de Deus, militantes da Sua Igreja e herdeiros do Seu Reino e da Sua glória.

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