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Algarve: Bispo afirmou a importância da política como «meio de servir a sociedade»

«Todos somos corresponsáveis pelo bem-estar de todos» – D. Manuel Quintas

Faro, 03 jan 2019 (Ecclesia) – O bispo do Algarve afirmou que a política “é um meio de servir a sociedade”, de “participar e colaborar no bem comum”, que deve envolver todas as pessoas, na Eucaristia a que presidiu no Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

“Quando se fala em política não é apenas para aqueles que fazem dessa opção a sua ação para o bem comum; Todos somos corresponsáveis pelo bem-estar de todos, pela polis, pela cidade”, disse D. Manuel Quintas, no primeiro dia de 2019.

Na informação enviada à Agência ECCLESIA, pelo jornal diocesano ‘Folha do Domingo’, o bispo do Algarve incentivou que cada pessoa “se sinta corresponsável em participar ativamente” quando é chamado, “sobretudo, nas eleições, através do voto”.

“Como é importante que não deleguemos noutros aquilo que nos compete e exerçamos os nossos direitos e deveres a este nível”, acrescentou, realçando que este ano há eleições para o Parlamento Europeu (26 de maio) e para a Assembleia da República (6 de outubro).

D. Manuel Quintas lembrou que o Papa Francisco diz que “é fundamental combater o crescente absentismo, o desinteresse e o alheamento” com a participação responsável nas decisões que “determinam o rumo do próprio país, sobretudo, através do voto”.

“Parece que os jovens caminham por outro caminho, não se sentem atraídos por isso”, desenvolveu, perguntando o que “será preciso fazer para não crescer este absentismo”.

‘A boa política está ao serviço da paz’ foi o tema da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2019, a 52.ª edição da jornada instituída por Paulo VI, na solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus.

“A paz é um desafio que requer ser abraçado dia após dia, supõe uma conversão do coração e do espírito nas suas vertentes pessoal e comunitária que são indissociáveis”, observou D. Manuel Quintas.

O bispo do Algarve alertou também para a mentalidade de desconfiança em relação a quem exerce cargos políticos que é “classificado” como uma pessoa a “desconfiar ou duvidar”.

Na tarde do dia 1 de janeiro, D. Manuel Quintas explicou que participar na causa pública implica também “denunciar atitudes sem ética da parte de quem se esperaria um comportamento exemplar” e “pôr fim” à marginalização e mesmo à exploração dos migrantes e refugiados.

“Sabemos como é um drama nos dias de hoje para eles e como tanta gente tem medo, quer construir muros, quer impedir que toda esta gente encontre situações melhores para a sua vida e para a vida dos seus, com todos os problemas que isso traz”, acrescentou, divulga o jornal ‘Folha do Domingo’.

No Santuário de Nossa Senhora da Piedade (popularmente conhecida como Mãe Soberana), em Loulé, o bispo do Algarve disse que não se devem “desmobilizar, nem condenar ao ostracismo” todos que procuram um futuro melhor.

CB/OC

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