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6 de janeiro de 2019 – Solenidade da Epifania do Senhor

Os textos deste Domingo da Solenidade da Epifania do Senhor falam-nos muitas vezes da luz. Luz e trevas tem, ao longo de toda a Bíblia, uma simbologia muito especial. A luz aparece como a revelação do rosto de Deus; as trevas, como símbolo do erro e da falsidade.
Na primeira leitura Isaías, no meio da desorientação do seu povo, lança uma mensagem de esperança:
O Messias salvador vai chegar.
Fá-lo em termos cheios de beleza, dinamismo e grandiosidade. Imagina Jerusalém envolta nas trevas da noite. Antes do raiar da aurora, uma sentinela sobe ao ponto mais alto e dali, lança um pregão de esperança:
«Ergue-te Jerusalém, e sê iluminada, que a tua luz desponta, e a glória do Senhor está sobre ti, enquanto a escuridão envolve a Terra. Mas por cima de ti surge o Senhor, e a glória d’Ele sobre ti aparece».
Esta profecia cumpre-se. A luz já veio e os Magos viram essa luz.
«E a estrela que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o Menino, parou. Ao verem a estrela sentiram grande alegria e, entrando na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe».
Este Menino é citado por João no seu Evangelho quando afirma:
«O Verbo era a luz verdadeira que, vindo ao mundo, a todo o homem ilumina» e também por Mateus «o povo que jazia nas trevas viu uma grande luz, e os que jaziam na sombria região da morte, surgiu-lhes uma luz».
Ontem Jerusalém, hoje a Igreja que somos todos nós, é iluminada pelo Senhor. O homem é libertado da «morte» para a luz da vida, por Cristo Salvador.
E essa libertação faz-se na Igreja; «à tua luz caminharão os povos, e os reis ao clarão da tua aurora. Lança o olhar em redor e observa: todos se reúnem e vêm ao teu encontro», continua Isaías na sua visão profética da Igreja de Jesus Cristo. E aqui a nossa responsabilidade como membros de uma Igreja que deve mostrar a luz a todos os homens, sem qualquer distinção de raça ou classe como nos dizia Paulo, na segunda leitura.
Recebemos diretamente do Senhor esse mandato ao longo de todo o Seu Evangelho, e talvez de uma maneira mais entusiasmante quando, no Sermão da Montanha, nos diz: «Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade sob um monte; nem se acende uma candeia para a colocar debaixo de um alqueire, mas sim em cima de um velador, e assim alumia a todos os que estão em casa».
Deus quis que a salvação do homem viesse através da comunidade dos discípulos de Jesus Cristo, a Sua Igreja. Esta tem pois de ser sinal e abrir caminhos para os homens encontrarem a verdade.
Ela será tanto mais a luz das Nações, a «Lumen Gentium», quanto mais cada um de nós for capaz de erguer bem alto a luz da nossa fé em Jesus Cristo, para que todos se reúnam e venham ao Seu encontro.

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