Igreja do Algarve apresenta último ano do triénio pastoral

A Diocese do Algarve vai apresentar o último ano do triénio pastoral, iniciado em 2024, e que a continuará a conduzir sob a perspetiva da alegria e da esperança até 2027, tendo como lema a exortação de São Paulo aos romanos «Sede alegres na esperança» (Rm 12,12).

Na verdade, na carta aos cristãos de Roma, o apóstolo exortou-os não só a serem “alegres na esperança”, mas também a permanecerem “pacientes na tribulação” e “perseverantes na oração”. Ora, neste ano pastoral de 2026/2027 que agora vai ter início, é precisamente a terceira parte da exortação paulina – «Perseverantes na oração» – que a Igreja algarvia convida a acolher e acrescentar ao caminho trienal.

“Neste último ano do Triénio Pastoral, a nossa alegre esperança reveste-se de uma profunda atitude de gratidão a Deus, nosso Senhor, pelo dom do novo Bispo diocesano que Ele concedeu à nossa Igreja do Algarve, o Senhor D. Vitorino Soares. A gratidão que reconhece todas as coisas como Dom de Deus, reveste-se sempre de uma profunda Alegria e de uma inquebrantável Esperança, pois vive da certeza que é Senhor que conduz a Igreja em todos os momentos da sua história, não obstante as fragilidades humanas”, refere o Programa Pastoral.

O documento acrescenta que a Igreja algarvia não pode, “sem mais, deixar para trás as anteriores prioridades pastorais, mas antes, dar-lhes continuidade, integrando-as neste novo Programa Pastoral da nossa Diocese, o qual deve ser inspirador para todo e qualquer Programa Pastoral”. “Assim, impulsionados pelo Jubileu que vivemos ao centro do nosso Triénio Pastoral, sob o lema «Peregrinos de Esperança», e num constante dinamismo de avaliação e discernimento realizados nos vários Organismos de Participação e Corresponsabilidade Pastoral, a nossa Igreja Diocesana do Algarve, em cada uma das suas comunidades e expressões eclesiais, é chamada a dar continuidade ao caminho já iniciado, sob a perspetiva da Alegria e da Esperança, que é, que nos vem e que nos leva sempre a Jesus Cristo”, prossegue.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
O Programa destaca que “à luz de tudo quanto foi o discernimento pastoral feito, nos seus mais variados organismos, o presente Ano Pastoral dá continuidade à implementação do Documento Final do último Sínodo dos Bispos – Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. “Nas últimas duas Sessões Plenárias do Conselho Pastoral da nossa Diocese voltou a ser sublinhada a importância de não se deixar cair no esquecimento esta meta relativa ao Sínodo e às suas intuições”, concretiza, explicando que daquelas reuniões “saiu o desejo de se dar continuidade a este percurso – a nível diocesano, regional e paroquial” –, deixando-se guiar pelos temas e conteúdos das Partes II e III do Documento Final do Sínodo dos Bispos”.

“O que se pretende é que cada comunidade ou realidade eclesial, no seu contexto específico, procure fazer um caminho concreto que nos conduza verdadeiramente a uma sincera abertura pessoal e comunitária ao dom da Conversão das Relações (Parte II) e ao dom da Conversão dos Processos (Parte III). Isto implica necessariamente a capacidade de se fazer uma análise do que é e de como se encontra cada comunidade, do que lhe é mais necessário e urgente, sempre e indissocialvelmente num caminho que se faz à luz da fé e sob a força e ação da oração”, esclarece o documento.

A nível diocesano as propostas passam por “dar continuidade à realização de tempos de convivência entre os membros dos vários organismos da Pastoral Diocesana”; “promover uma maior relação entre os vários setores e secretariados diocesanos”, “para uma maior organização da programação pastoral e intercâmbio nas ações programadas”; “gerar maior contacto e conhecimento pessoal entre os membros das Equipas dos organismos diocesanos e os membros que constituem as Equipas Regionais e Paroquiais correspondentes”; “dar continuidade às Assembleias Anuais do Clero”; “promover mais Recoleções do Clero”; “continuar a aplicar o Método da Conversação no Espírito aos encontros e reuniões de trabalho dos vários organismos de participação e corresponsabilidade pastoral”; “oferecer uma adequada formação para todos aqueles que constituem ou poderão vir a constituir os Conselhos Pastorais Paroquiais e os Conselhos Económicos Paroquiais, programando encontros formativos por Regiões Pastorais ou Centros Evangelizadores”; “continuar a trabalhar no processo que leve à implementação diocesana e paroquial efetiva de uma maior transparência pastoral e económica, onde a prestação de contas se torne um hábito que conduza a uma maior credibilidade das instituições e dos seus membros”; “mobilizar todas as comunidades para a participação na Jornada do Dia da Igreja Diocesana do Algarve”; “programar, por parte dos Organismos Diocesanos (secretariados, setores e outros), uma adequada oferta formativa que ajude as Equipas Regionais e Paroquiais a realizar os objetivos propostos no Programa Pastoral”; “oferecer às várias realidades diocesanas subsídios formativos-espirituais para se aprofundar o tema da vida oração, particularmente o Sacramento da Eucaristia e a Vivência Dominical”; e “promover e realizar retiros e tempos de oração que favoreçam uma redescoberta e novo entusiasmo pela vida de oração pessoal e comunitária”.

A nível de Região Pastoral, as sugestões são “promover encontros interparoquiais nos Centros Evangelizadores e nas Regiões Pastorais (Espirituais, Formativos, de Convivência e Pastorais) de maneira a gerar maior relação afetiva entre os membros das diferentes comunidades cristãs”; “promover um dia da Região Pastoral, onde se celebre a fé e se dê espaço ao convívio entre as pessoas das várias comunidades da mesma região”; “gerar processos formativos acerca das relações humano-afetivas”, “particularmente para quem exerce ministérios, carismas e serviços”; “incluir os leigos de cada Região Pastoral nas reuniões de Clero e promover encontros entre os leigos e os Ministros Ordenados de cada Região Pastoral”; “criar o Conselho Pastoral Regional em cada Região Pastoral, de modo a ajudar a discernir uma efetiva aplicação da Nova Organização Paroquial em chave Missionária, bem como uma ação pastoral conjunta”; “promover encontros formativos e de partilha de vivências entre catequistas e animadores juvenis, que os ajude a trabalhar com os catequizandos e jovens um maior aprofundamento sobre a Eucaristia e uma melhor participação na mesma”; “voltar a recuperar os tempos de oração e partilha de vida nas reuniões de clero por Regiões Pastorais ou Centros Evangelizadores”.

A nível paroquial, a programação sugere “realizar momentos de encontro informal, convívio e partilha de fé em pequenos grupos” “para que as pessoas se conheçam e estabeleçam maior relação afetiva e não apenas de trabalho pastoral”; “recuperar e/ou dar continuidade às Equipas de Acolhimento, possibilitando-lhes uma formação adequada à missão”; “promover a criação e efetivação dos órgãos de participação (Conselho Pastoral Paroquial e Conselho Económico Paroquial) em todas as paróquias ou «agrupamento de paróquias» de modo que o discernimento pastoral e a gestão paroquial sejam feitos a partir da comunidade e não apenas a partir somente dos párocos ou de um grupo muito restrito”; “possibilitar a vivência espiritual do Método da Conversação no Espírito nos vários organismos de participação e corresponsabilidade pastoral”; “dar lugar a um processo de conversão para que surja uma mentalidade e efetiva capacidade de prestação de contas de ação pastoral”; “iniciar processos que conduzam a uma maior transparência económica e prestação de contas nas comunidades paroquiais”; “oferecer uma adequada formação os catequistas de modo a que estes possam promover nos grupos de catequese o gosto pela Adoração Eucarística”; “fomentar em todas as comunidades paroquiais a Adoração Eucarística, ao menos mensalmente”; “promover e realizar Retiros e tempos de oração nos mais diversos grupos paroquiais” “que favoreçam uma redescoberta e novo entusiasmo pela vida de oração pessoal e comunitário”; “continuar a promover peregrinações por paróquias ou grupos paroquiais, a lugares significativos ou a santuários”; “incentivar a uma maior participação em celebrações ou ações diocesanas, como oportunidades que favorecem uma renovada tomada de consciência do dom e da riqueza que é a pertença diocesana de que todos somos parte (Assembleia Diocesana, Missa Crismal, Dia da Igreja Diocesana, Festa da Mãe Soberana, etc).

A Diocese do Algarve irá apresentar no próximo dia 26 de setembro o programa pastoral para este ano em Assembleia Diocesana que volta a ter lugar no salão paroquial de São Pedro do Mar, em Quarteira, a partir das 9h. O encontro contará com a participação do padre Nuno Fileno, da Diocese de Coimbra, que abordará o tema “O encontro com Cristo: fonte de alegria e de esperança na renovação Eclesial”

A missiva do vigário episcopal para Pastoral enviada aos presbíteros, diáconos e comunidades de vida consagrada, responsáveis, diretores e assistentes de Serviços Diocesanos e responsáveis de movimentos e associações eclesiais esclarece os que devem participar naquele encontro. “Considerando que a incidência deste ano pastoral recairá sobre a importância da dimensão espiritual, vida de oração e redescoberta da Eucaristia como lugares fundamentais do encontro com Jesus Cristo, donde brota todo o vigor e renovação eclesial na sua missão evangelizadora, não devemos restringir a participação apenas aos que estão empenhados nas várias áreas da dimensão litúrgica das comunidades”, escreve o padre António de Freitas.

“A dimensão espiritual, a oração e a Eucarística, como lugares do encontro com Cristo, devem estar presentes nos vários âmbitos da pastoral eclesial: catequese, catecumenado, pastoral dos jovens, pastoral da saúde, pastoral familiar, vocações e ministérios, ação sócio-caritativa, entre outros. Por isso mesmo, o leque de participantes provenientes das várias comunidades e organismos deverá abranger as várias realidades do ser e do agir eclesial e pastoral da Igreja, em cada comunidade”, indica aquele responsável.

O encontro terá o seguinte programa:

09.00h – Acolhimento e chegada dos participantes
09.30h – Tempo de oração (na igreja de S. Pedro do Mar)
10.15h – Saudação de D. Vitorino Soares, bispo do Algarve
10.30h – Conferência: “O encontro com Cristo: fonte de alegria e de esperança na renovação Eclesial”, pelo padre Nuno Fileno (Diocese de Coimbra)
11.30h – Intervalo
12.00h – Apresentação do Programa Pastoral 2026-2027
12.30h – Intervenção de D. Vitorino Soares, bispo do Algarve
13.00h – Encerramento

 

 

Fonte: https://folhadodomingo.pt/

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