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9 de setembro de 2018 – 23º Domingo do Tempo Comum Ano B

A celebração da Eucaristia é a celebração das maravilhas do Senhor. Tudo o que o Senhor faz é admirável. Mas para se maravilhar com a grandeza do Senhor é preciso ter um coração pobre e puro, ter um coração que se deixa maravilhar e não habitado pelo cinismo niilista que perdeu o encanto por tudo. Abramos o nosso coração às maravilhas do Senhor.

A maravilha do milagre de Jesus não está tanto no poder que ele manifesta sobre as forças da natureza, a doença, a fatalidade, etc, mas sim no sentido salvador que a sua acção manifesta.
O que é maravilhoso na acção de Jesus não é que um mudo de nascença fale mas que alguém que não tinha voz a passe a ter.
Os milagres de Jesus não significam que agora não mais serão precisos os médicos, os hospitais e as clínicas. Os milagres de Jesus significam que, com Ele, o Reino de Deus se torna presente no seio dos homens e que a justiça dos tempos messiânicos se manifesta.
Deus não vem à terra para fazer chover nos dias de calor e secos e trazer sol nos dias frios. Deus vem ao mundo para que a justiça triunfe: «Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos.»
Esse triunfo da justiça manifesta-se pela inversão de situações: O coxo salta, o mudo canta de alegria, os surdos ouvem; mas também entrava o caminho aos pecadores. Como cantava Maria: «O Senhor eleva os humildes e dispersa os soberbos.»
Deus mostra que é Deus fazendo reinar a justiça, dando voz a quem a não tem e tornando acessível a Palavra da salvação a quem a não podia ouvir.
Este é o nosso Deus. O Deus de que a Igreja deve testemunhar. É por essa razão que são Tiago exorta as suas comunidades a que não façam distinção de pessoas: O rico não deve ser tratado em função da sua riqueza e o pobre ser posto na margem, sem lugar, sem voz, sem importância. Não, a fé em Jesus Cristo não pode fazer acepção de pessoas porque Jesus não agiu dessa forma.
Este é o papel do padre, continuar, na comunidade cristã e pela comunidade cristã, a fazer as coisas admiráveis que Jesus fazia. Essa é a missão que eu recebi no dia do meu baptismo e, de uma maneira especial, no dia da minha ordenação. Conto com a vossa oração para ser fiel a esta missão de continuar as maravilhas de Deus.
E a maior maravilha de Deus é o Pão e o Vinho que Deus nos oferece em cada Eucaristia. Na mesa do altar, pobres e ricos são alimentados da mesma maneira, todos recebem a mesma vida que brota generosamente do coração trespassado de Jesus.

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