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9 de junho de 2019 – Solenidade de Domingo de Pentecostes – Ano C

Desde os tempos mais remotos segundos o livro do Génesis, todas as manifestações do Altíssimo eram precedidas de fenómenos físicos, como tremores de terra, trovoadas, fogo e ventos fortes, como que criando um ambiente de temor e respeito! Assim sucedeu várias vezes quando o povo hebraico, guiado por Misés, atravessava o deserto em busca da Terra da Promissão.
Foi a manifestação mais importante quando o Senhor chamou Moisés ao alto do Monte Sinai e por entre trovões, fogo e fumo lhe entregou as Tábuas da Lei também chamadas o «Decálogo», porque nelas se continham as leis que iriam reger a humanidade pelos séculos além, e que eram o símbolo da Aliança do Altíssimo com o Seu povo.
E, assim, pelos tempos fora, se foram sucedendo as intervenções divinas, até que chegou a era Messiânica.
Aludindo apenas a algumas das mais importantes dessas manifestações, temos em primeiro plano a Anunciação da Virgem e o momento especialmente solene da Encarnação do Verbo.
Na altura em que se preparava para iniciar a Sua vida pública, retira-Se Jesus para o deserto aonde faz penitência durante 40 dias e 40 noites – que correspondem ao nosso tempo quaresmal.
Acabada a penitência, dirige-se Jesus ao Rio Jordão, aonde João Baptista batizava, e aproximando-Se, pede a João que o batize. Deu-se nesta hora uma das mais extraordinárias manifestações do Altíssimo.
No momento em que a água baptismal caía sobre Jesus, ouviu-se como que um trovão e a voz do Senhor dizendo: «Este é o Meu Filho muito amado, ouvi-O» Ao mesmo tempo que o Espírito Santo, em forma de uma pomba, descia sobre Ele.
Na hora solene da morte de Jesus no Calvário, também a terra tremeu e se fez noite, marcando a solenidade do momento.
Já atrás nos referimos à hora solene da Ascensão de Jesus, das Suas despedidas dos Apóstolos, e do dia solene de Pentecostes, em que o Divino Espírito Santo desceu sobre eles e os cumulou de todas as graças que lhes iam ser necessárias para desempenhar a sua altíssima missão.

E nós?… Nós que temos a graça insigne de pertencer à Igreja de Cristo, nós que recebemos o Espírito Santo na hora do Batismo e da Confirmação, pertencemos para sempre a Jesus, somos membros atuantes da Sua Igreja.
O Espírito Santo?! Não se sabe como é, de onde vem, para onde vai, mas marca-nos para sempre! O caminho está traçado e Ele estará sempre connosco.
Tu, que nos batizaste no Espírito Santo; tu que nos confirmaste no Espírito, não nos deixes perder nem desfalecer na caminhada. O Espírito Santo preside à nossa vida, no dia a dia, e a maior parte das vezes nem temos consciência da Sua graça.
Que o Sopro Divino continue a descer sobre todos nós, para que formemos a nova Igreja de Cristo, e a encaminhe pelos tempos fora sem temores nem desfalecimentos.
Como os discípulos assustados na barca, no meio da tempestade, não tenhamos receio; quem vai ao leme é o Senhor que amaina a tempestade, domina o vento e acalma o mar.
Que a Solenidade que hoje celebramos seja ao mesmo tempo, um dia de festa e um programa de vida. «Uma vida nova», tendo como amparo e guia o Espírito Santo de Deus.

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