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8 de junho de 2018 – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Hoje é o Dia Mundial de Oração pela santificação dos sacerdotes. «O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus», afirmava o Santo Cura d’Ars. Hoje, somos convidados a olhar para o Coração de Jesus, nosso Bom Pastor e Sumo-Sacerdote. O Evangelho de S. João convida-nos a contemplar o lado aberto do Senhor, donde brotou sangue e água. O culto ao Sagrado Coração de Jesus tem um fundamento bíblico: «Hão-de olhar para (o CORAÇÃO) d’Aquele que trespassaram» (cf Jo 19, 37). A partir das revelações de Jesus a Santa Margarida Alacoque, no século XVII, esta devoção teve um grande incremento na Igreja.
O Coração de Deus.
A liturgia de hoje revela-nos o amor infinito de Deus. O profeta Oseias, na primeira leitura, apresenta-nos Deus como um Pai que se inclina para o seu filho para lhe dar de comer e o levar ao colo. O coração de Deus estremece cheio de compaixão por nós. Temos consciência deste amor eterno e infinito? Deus ama-nos com ternura paternal! O Senhor alimenta-nos e trata de nós! Correspondemos com uma filial gratidão? Com o Salmista reconheçamos que Deus é o nosso Salvador! Tenhamos confiança!
À luz do Novo Testamento, podemos falar do Coração de Deus, já não de uma maneira metafórica, mas como uma realidade, porque o Coração de Jesus, Verbo Encarnado, é verdadeiro coração de homem e verdadeiro Coração de Deus. O Coração de Jesus é o símbolo não só do amor humano mas também do amor divino. Em Cristo existe todo o amor eterno e infinito do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este amor é a riqueza insondável de Cristo de que fala a 2ª. Leitura. S. Paulo recebeu a missão de anunciar ao mundo essa riqueza, descobrindo o mistério escondido desde sempre em Deus. Trata-se do desígnio eterno da salvação universal que se deve realizar em Cristo Jesus. Cristo é o mediador entre Deus e os homens e trouxe-nos o Amor que nos salva e nos aproximar confiadamente de Deus. O Evangelho mostra-nos o Coração de Cristo trespassado pela lança, de onde saiu sangue e água. Podemos reflectir quão grande é o amor de Deus, que para nos salvar, sacrificou o Seu próprio Filho. Agradeçamos também o admirável Amor de Jesus que para nos perdoar os nossos pecado Se ofereceu como vítima de expiação. O Sangue e Água testemunham uma entrega total e são o símbolo dos sacramentos através dos quais Cristo continua a Obra da Redenção.
Tal como Israel, no passado, também nós, no tempo presente, não compreendemos todo este infinito Amor e às vezes rejeitamos e ultrajamos o Coração de Deus. A festa de hoje é um convite que a Igreja nos dirige para aceitarmos o insondável Amor Divino, reparando com a nossa oração os ultrajes e os pecados cometidos pela humanidade contra a bondade do Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações.
Vinde a Mim todos
O Verbo fez-se carne para ser o nosso modelo Ele é o modelo das bem–aventuranças e a norma da Lei nova (C.I.C, 459)
Jesus não se impõe com provas inatacáveis. Manifesta a grandeza do seu Amor, faz a sua proposta, pede a nossa adesão – Vinde a Mim todos.
Mas respeita as nossas opções. Sabe esperar e está disposto a aceitar a recusa, a desilusão e a derrota.
Jesus apresenta-se como «humilde de coração», o primeiro entre os povos de Javé; aquele que no banquete escolhe o último lugar; que compreende o pobre e rejeita o fariseu; que nasce entre pastores; vive em Nazaré; uma aldeia desprezada; morre entre ladrões e é incluído entre os maus feitores.
O Bom Pastor de Coração trespassado não se preocupa apenas com quem já se encontra no seu redil, mas procura, com particular solicitude, os que ainda estão fora dele. É a prova da universalidade do seu Amor para com todos.
A universalidade do amor do Coração de Jesus deve impelir-nos á preocupação por todos quantos ainda estão fora do redil. Por outras palavras, a Igreja que actua em nós e da qual somos parte, não é plenamente Igreja, Sacramento de salvação e unidade, nem plenamente mãe, enquanto houver grupos humanos ainda não fecundados e regenerados pelo sangue da Palavra.
Exercícios de Piedade
Os exercícios de piedade do povo cristão, desde que sejam conformes com as leis e as normas da Igreja, são vivamente recomendados (S.C.n.º13). Falando do Coração de Jesus, além doutros, devem-se valorizar três exercícios de piedade: a adoração eucarística (Lausperene e Comunhão reparadora), a Via Sacra e a meditação.
A adoração eucarística é um momento favorável para incentivar a amizade e intimidade com Cristo, para falar com Ele dos nossos problemas e necessidades do mundo. Negligenciando a adoração eucarística, a própria Missa perde significado e com facilidade se despensa ou se cai na rotina.
A Via Sacra celebra a paixão de Cristo fora do contexto sacramental da Missa. Quando celebrada em forma devocional pode parar-se a meditar ora sobre um ponto ora sobre outro, conforme das circunstâncias e as pessoas. Pode tornar-se uma forma especial de catequese que provoca sentimentos de gratidão de amor e de arrependimento.
A meditação é um meio indispensável para assimilar a nossa interioridade com Cristo. Numa sociedade tão dispersa e distraída, fascinada pelas as aparências e pelo barulho, a interiorização dos valores da fé é essencial para superar as várias tentações e crises que se multiplicam. Precisamos de momentos de silêncio para rezar, para meditar. Tudo isto implica auto-disciplina e ascese na utilização da rádio, tv, telemóvel e Internet.
Precisamos do Coração de Jesus
A Solenidade do Coração de Jesus é uma festa que irradia uma peculiar tonalidade espiritual em todo o mês de Junho. É importante que nos fiéis permaneça viva a sensibilidade da mensagem que promana dela: no Coração de Cristo o amor de Deus fez-se encontro com toda a humanidade.

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