7 de agosto de 2022 – 19º Domingo do Tempo Comum – Ano C

São muitas as dificuldades com que nos debatemos no dia a dia da vida. E todas essas dificuldades surgem na sequência das nossas limitações terrenas e consequente opção voluntária por caminhos errados.

Todas essas limitações serão facilmente superadas na medida em que vivermos iluminados pela luz da fé. Como é importante possuirmos esta luz bendita!  Deus, nosso Pai a todos a quer dar.

 

1.     Feliz o Povo que o Senhor escolheu para Sua herança!

“Feliz o Povo que o Senhor escolheu para Sua herança”. Assim afirmámos há momentos. E assim acontecerá. O amor deste Senhor é infinito e como Ele é omnipotente, nada poderá faltar a esse Povo escolhido. Ele e só Ele pode dar solução a todos os problemas e dificuldades humanas.

Pelo batismo pertencemos de direito a esse Povo de Deus. Todavia para Lhe pertencermos de fato, é necessário que assumamos, com convicção, esse mesmo batismo, isto é, que vejamos no Senhor o que Ele é realmente – o Pai. E nós vivamos verdadeiramente como Seus filhos. Esta vida de filhos de Deus será uma realidade na medida em que vivermos a nossa fé. Dessa fé, que nos dá segurança na vida, nos falam de uma maneira especial, as leituras da Missa de hoje.

 

2.     Só pela fé nos reconhecemos como herança de Deus.

Feliz de quem se reconhece herança de Deus! Tão consoladora realidade só poderá ser conhecida pelo dom inestimável da fé. Como é importante possuir esta virtude teologal! Deus. Nosso Pai colocou-a em cada um de nós no dia do nosso Batismo. Depende de nós que esta virtude essencial á nossa vida espiritual, cresça, diminua ou até mesmo desapareça. É importantíssimo alimentá-la. O Povo de Israel, como nos recorda a 1ª Leitura da Missa de hoje, lembrava os fatos que o Senhor havia realizado em seu favor, para os libertar da escravatura do Egipto. E a 2ª Leitura apresenta-nos o exemplo dos nossos pais da fé: Abraão e sua esposa Sara. Graças à fé que animava as suas vidas, tudo em que verdadeiramente acreditavam, se realizou.

 

3.     Só á luz da fé podemos reconhecer o verdadeiro valor de todas as coisas.

As parábolas contadas por Jesus e que o Sagrado Evangelho de hoje nos recorda, são um alerta para um acordar para o verdeiro valor das coisas. Sem a fé corremos o risco vivido pelo rico avarento, da parábola contada no domingo passado: “tens riquezas, vive, goza a vida,.. mas o Senhor o chamou a contas naquela mesma noite”.

Viver iluminados pela fé, exige que não nos deixemos “prender” pelas riquezas do mundo, que são sempre ilusórias e passageiras. A boa administração das mesmas consistirá em as saber distribuir aos pobres e em as aplicar em obras de apostolado e caridade. Essas serão guardadas em bolsas que não envelhecem.

Viver a fé é estar sempre “vigilantes, com as lâmpadas acesas e rins “cingidos” prontos para a caminhada que nos leva à eternidade.

Viver a fé é estar atento para “não deixar entrar o ladrão”. Esta exigência impõe-se a todos. Ninguém está excluído.

Peçamos ao Senhor que aumente a nossa fé. Só assim poderemos usufruir da eterna felicidade, que o Senhor, nosso Pai a todos quer dar. Só assim seremos a Sua herança.

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