6 de agosto de 2014 – Festa da Transfiguração do Senhor

Celebramos hoje a Festa da Transfiguração do Senhor no alto do monte Tabor: o Espírito Santo apareceu numa nuvem luminosa e ouviu-se a voz do Pai: «Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escuta-o». Procuremos, pois, escutar o Senhor: Ele é a Palavra do Pai dirigida aos homens.

O FILHO DO HOMEM
Para falar de Si, Jesus prefere usar o nome de «Filho do homem»: a prova está em que nos Evangelhos se encontra esta expressão oitenta e duas vezes e sempre dita por Ele, como autodesignação de Si mesmo, numa clara alusão ao personagem celeste da visão do profeta Daniel e que aparece sobre as nuvens do Céu, como ouvimos na 1ª Leitura da Missa de hoje: a Ele foi entregue «o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído».

HUMILHADO E GLORIOSO…
Denominando-se Filho do homem, Jesus apresenta-se como Juiz e Salvador que há-de vir, no futuro, cheio de glória, mas que, agora, no presente, passará pela humilhação, perseguição e morte.
Para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que de modo admirável resplandecia na sua Cabeça, Ele fez brilhar por breves momentos a luz da sua divindade na presença dos três Apóstolos prediletos, que, no Horto das Oliveiras, seriam também testemunhas da sua humilhação.
Depois da morte e ressurreição de Cristo e com a vinda do Espírito Santo, os discípulos entenderam melhor e puderam constatar a verdade das suas palavras sobre a necessidade da cruz e do sofrimento, como caminho para a glória.

PELA CRUZ À GLÓRIA…
Moisés e Elias aparecem e falam com Jesus da sua morte que ia consumar-se em Jerusalém, eles tinham visto a glória de Deus sobre a montanha. A Lei – simbolizada em Moisés – e os Profetas – representados por Elias – tinham anunciado os sofrimentos do Messias. A Paixão de Jesus é a vontade do Pai. O Filho age na qualidade de Servo de Deus. É necessário passar pela cruz para entrar na sua glória.
Também nós, seus discípulos, para podermos participar da sua ressurreição e entrar na sua glória, temos de escutar a sua voz que nos exorta a segui-Lo pelo caminho da Cruz. São Pedro, que num princípio se escandalizou com os sofrimentos de Cristo e com a sua Paixão, a ponto de ser repreendido duramente pelo Senhor, escreve mais tarde estas palavras, exortando os cristãos de todas as épocas: «Alegrai-vos em ser participantes nos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada a sua glória» (1 Pedro4, 13).

Sejamos em toda a parte a imagem de Cristo. Que todos possam sentir junto de nós esse bem-estar que levou São Pedro a dizer, no cimo do Monte Tabor: «Que bom é estarmos aqui!». Que o nosso comportamento, as nossas palavras, as nossas atitudes sejam um testemunho vivo de Jesus Cristo, Salvador do mundo

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