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3 de dezembro de 2017 – 1º Domingo do Advento – Ano B

No novo Ano Litúrgico que hoje se inicia a Igreja escolheu o evangelista Marcos para nos transmitir a Palavra de Deus. Ao longo da maioria dos domingos do ano, liturgicamente chamado Ano B, vamos procurar meditar sobre passagens do seu Evangelho que deve ter sido composto em Roma por volta do ano 70, de acordo com o testemunho de Pedro, já depois da morte deste apóstolo. São Marcos é um evangelista que, ao revelar-nos a vida do Mestre, nos faz despertar o interesse pela humanidade de Jesus. É um evangelista que apresenta um Jesus que nos questiona, que nos interroga sobre os problemas concretos do nosso dia-a-dia.
Estamos em Tempo de Advento, em tempo de «espera» como a própria palavra do advento quer significar. Mas, espera de «quem» e de «quê»? Para muitos homens é um tempo como qualquer outro que lhes passa despercebido, rotineiro; para outros, mesmo cristãos, um tempo que apenas lhes lembra que o Natal já não vem muito longe e com ele a família reunida à volta da lareira, consoada e os seus saborosos petiscos, a árvore de Natal, talvez o presépio e os presentes que se trocam, os brinquedos para as crianças, talvez também a tradicional Missa do Galo. Mas o Natal não é apenas isto. Embora tudo o que acabamos de enumerar seja bom e salutar para o homem, o Natal de Jesus é muito mais, infinitamente mais.
É Deus que envia o Seu próprio Filho ao mundo para o salvar. É Deus que se faz um de nós.
O Messias ao encarnar «é em tudo igual ao homem exceto no pecado», como nos afirma a Encíclica Gaudium et Spes no seu capítulo 22.
«Por nós homens e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e se fez homem» vamos dizê-lo, mais uma vez, daqui a momentos, no Credo, resumo da nossa fé. E já teremos nós meditado suficientemente o que foi Deus, o Infinito, o Omnipotente, aceitar tomar as nossas limitações humanas, querer sofrer e morrer por todos nós, por cada homem, seja ele um santo ou um crápula, para o salvar, para obter de Deus Pai a sua redenção e a própria redenção do mundo? Só um grande Amor, um Amor infinito O podia ter levado a tal.
Assim a esperança de tantos e tantas gerações que antecederam Jesus, a esperança do Seu povo tornou-se realidade naquela noite em que, como nos diz Isaías «para os que viviam na terra da escuridão uma luz começou a brilhar»: naquela noite em que o anjo anuncia aos pastores «que lhe vai trazer uma Boa Nova que será uma grande alegria para todo o povo: nasceu-nos hoje na cidade de David um Salvador que é o Messias Senhor»; naquela noite em que os anjos entoaram, em uníssono, o «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados». E este Deus feito homem, o Messias ansiosamente esperado ao longo de séculos pelo povo de Israel, é o mesmo Jesus que na Sua passagem pela Terra promete aos apóstolos que um dia voltará. Será a Sua vinda final, definitiva, que completará todas as Suas misericórdias, que acabará com todos os sofrimentos, que tornará realidade todas as esperanças do Seu povo. Será então universalmente reconhecido por todos os homens como Senhor de tudo. Será a Sua vinda gloriosa, a Sua Parusia. E a Igreja, verdadeiramente mãe e mestra dos cristãos, continua a procurar fazer-nos viver, através dos textos bíblicos escolhidos para meditação neste tempo de advento, a expectativa do Povo de Deus que desejava o Messias, recordando-nos, mais uma vez, que Ele já veio, que há-de voltar no fim dos tempos, dando-nos, entretanto uma palavra de ordem: Vigiai, estai alerta! E quem está de vigia tem de viver numa permanente atitude de atenção ao seu dever, não se deixar distrair, não se deixar adormecer.

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