28 de setembro de 2014 – 26º Domingo do Tempo Comum Ano A

A Missa Dominical é o tempo do nosso encontrou, com Deus e com as pessoas, nossos irmãos. É toda a família dos filhos de Deus que se reúne para celebrar a festa do Senhor e comemorar o mistério da Morte e a Ressurreição de Cristo.

 Não há santidade pré-fabricada

Quando o pecador se afasta do mal e pratica o direito e a justiça, salvar-se-á (1º Leitura). Temos de viver preocupados em agradar ao Senhor. E se, por vezes, falharmos, arrependermo-nos e pedir perdão no sacramento da Penitência.

Não há santidade pré-fabricada. Deus, quando nos criou, não pediu a nossa colaboração, mas para nos salvarmos quer que colaboremos com Ele. É a nossa responsabilidade.

Jesus, repete isto mesmo no Evangelho. Não basta ser filhos de Abraão nem membro do povo eleito. É preciso obedecer ao pai que manda ir trabalhar para a vinha. Esta perspectiva nos ilumina na hora de julgar realidades tão decisivas como a misericórdia e a justiça divinas, o Céu e o inferno, a redenção de Cristo e a recusa em aceitá-la.

Ser baptizado não é ficar com passaporte garantido para o Céu. Ser cristão é entrar na comunidade dos que se empenham em seguir os caminhos da fidelidade a Deus. Ser cristão é viver segundo os critérios do Evangelho sempre, tanto na infância como na idade adulta.

Receber o Batismo em criança é bom e a Igreja o recomenda. Indispensável, porém, é que se vá crescendo na vida natural a par do crescimento na vida sobrenatural. Não ficarmos anãos na fé.

Fé e vida

São Paulo, na 2ª leitura, traça todo um programa de vida para darmos frutos de salvação durante a semana que hoje começa: não façais nada por rivalidade nem vanglória, mas sempre unidos num mesmo amor e num mesmo sentir.

Deus quer que compreendamos bem estas palavras e, sobretudo, que estripemos de raiz a inveja oculta em nossos corações, a soberba e o afã de sobressair.

A Fé sem obras é morte (Tg. 2, 17). As obras são a prova real da Fé.

Jesus ensina-nos o quanto, para fazer parte do seu reino, já na terra, é necessário: crer nEle e Amá-lO. Crer é acreditar tudo quanto Ele revelou e a Santa Igreja nos ensina. Amá-lO concretiza-se na prática dos mandamentos: fazer a vontade do Pai do Céu (Mt. 7, 22)

É ser coerente. Não deixa de ser estranho «que obriguemos» a entrar na igreja, depois de morto, quem em vida nunca o fez. E que haja a preocupação de colocar, nas mãos do defunto, o Terço que em vida nunca rezou.

Obras são amores

A parábola dos dois filhos, de que nos fala o Evangelho e de veres e elucidativa. Jesus quer experimentar a nossa sinceridade e a nossa fidelidade.

Esta parábola pode parecer, a primeira vista, desconcertante. Na realidade ela faz-se eco das nossas contradições, em tantas situações concretas: prometemos e faltamos.

Prometer é fácil. Às vezes promete-se sob palavra de honra e com juramento. Enquanto se trata só de falar, diremos que faria isto ou aquilo, ou que não faria. Mas quando chega a hora de actuar, a coisa muda muito de figura. Perante a realidade e o sacrifício, esquecem-se as promessas e negam-se os compromissos tomados. Coerência, a quanto obriga…

Jesus fala aqui aos Sumos Sacerdotes e aos anciãos de Israel. Todavia, pensando bem, vemos que estas palavras também nos dizem respeito, a nível individual, familiar e social. Quantas vezes, procedemos como se bastasse falar e prometer ou estamos convencidos que não faríamos o que os outros fazem.

Jesus, agora, na sua Palavra e depois na Comunhão do Seu Corpo, vem em nosso auxílio, e então seremos capaz de dar uma resposta livre e responsável. Obras são amores.

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