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26 de maio de 2019 – 6º Domingo da Páscoa – Ano C

Estamos ainda a viver o tempo pascal.
Cristo Ressuscitou foi para o Pai, mas prometeu que o Espírito Santo permaneceria no meio de nós.

Pouco depois de Jesus ter partido para o Pai, quando os Apóstolos estavam ainda à frente das comunidades de cristãos, começaram os conflitos e as discussões. Cristãos vindos do judaísmo impunham a obrigação da circuncisão como mandava a lei de Moisés. Argumentavam que Jesus era o enviado do verdadeiro Deus e portanto um cristão não podia dispensar este sinal que marcava o povo de Deus.
Os cristãos de Antioquia não eram de origem judaica e não concordavam com os seus costumes.
Surgiu então um problema: seria necessário impor aos não judeus a tradição milenária dos judeus? Recordemos que Jesus também foi circuncidado e viveu de acordo com as tradições do Seu povo. Foram então mandados Paulo e Barnabé para falarem com os Apóstolos e os anciãos que estavam em Jerusalém. Tratava-se, no fundo, de saber se a Igreja de Cristo estava reservada a uma só raça – a dos judeus – ou estava aberta a todas as culturas e civilizações do universo.
Não foi fácil aos Apóstolos tomarem uma decisão pois também entre eles havia opiniões diferentes. Mas o Espírito Santo estava com eles e soube inspirar-lhe o sentido da Palavra de Deus. Nesta reunião tão importante Jesus não estava visível, mas a Sua vontade foi compreendida por todos. Daí a resposta enviada aos irmãos de outras raças: «-O Espírito Santo e nós decidimos…» e a seguir a lista das decisões concebidas de modo a respeitar os ensinamentos de Jesus e a não quebrar a unidade dos cristãos.
A Igreja de Jerusalém, com esta decisão, dava às comunidades nascentes uma carta de libertação: – na nova Igreja de Cristo as práticas da lei antiga cedem o lugar ao espírito do Evangelho ensinado por Jesus.
Cabe ao Espírito lembrar a todas as gerações cristãs aquilo que Jesus quer, aquilo que é importante na Sua mensagem.
No Evangelho deste domingo continuamos a ouvir as palavras dirigidas por Jesus aos Seus Apóstolos na última Ceia: «Quem me ama porá em prática as Minhas palavras; Meu Pai amá-lo-á. Nós viremos a ele e faremos nele a Nossa morada».
A nossa fé em Jesus Cristo faz-nos tomar consciência de que somos habitações vivas de Deus. A ação dos cristãos habilitados pela força do Espírito faz-se na linha do amor. A sua vida é uma irradiação desse amor.
Se um cristão não está atento às dificuldades dos irmãos, ou não procura compreendê-las e remediá-las, é porque não os ama e, isso, não tem em si a força do Espírito Santo.
No meio das dificuldades da vida nós cremos que Deus fica ao nosso lado para nos guiar e manter na Sua paz.

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