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18 de abril de 2019 – Quinta-Feira Santa -Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Em Quinta-Feira Santa, comemora a Igreja a instituição da Eucaristia.
E comemora também a instituição do Sacerdócio.
Eucaristia e Sacerdócio, são dons de amor, que exigem resposta de amor.
Por isso, em Quinta-Feira Santa, antes de partir para o Pai, Jesus deixa-nos um mandamento novo: o mandamento do amor.
Eucaristia, Sacerdócio e Mandamento do amor, são as três tónicas da Liturgia deste grande dia, que é a Quinta-Feira Santa.

A 1ª leitura é sempre tirada do Antigo Testamento, como sabemos.
A de hoje é tirada do Livro do Exodo.
Ela narra-nos a refeição que os judeus todos os anos celebram, por altura da Páscoa, para reviverem a libertação do Egipto, bem como a sua constituição em povo.
Agradeciam, então, todas as outras intervenções salvíficas de Deus, ao longo da sua atribulada história ao mesmo tempo que proclamavam a esperança da libertação definitiva.
Nós sabemos que o Antigo Testamento tem realização no Novo.
Jesus Cristo é o Cordeiro da Nova Aliança, Aquele que, definitivamente, liberta todos os homens, constituindo-os em Povo de Deus.
«O nosso Cordeiro Pascal, que é Cristo, foi imolado», diz-nos São Paulo.
Do sacrifício da Nova Aliança nos fala a 2ª Leitura.
É em ambiente de ceia pascal que este texto se situa.
Como judeus que eram, os Apóstolos celebravam, com o Senhor, a ceia pascal, o banquete a que se refere a 1ª leitura.
Faziam-no sem se terem apercebido de que a nova Páscoa a libertação definitiva, havia chegado.
E eis que Jesus dá novo sentido, diremos, dá sentido pleno àquela simbólica refeição pascal. Antecipando, misteriosamente, o sacrifício que iria oferecer, dentro de algumas horas, Jesus Cristo converte o pão e o vinho no Seu Corpo e no Seu Sangue, apresentando-Se como o verdadeiro Cordeiro pascal, o Cordeiro de Deus: Fazei isto em memória de Mim», em ordenada o Senhor aos Apóstolos.
O sacrifício Eucarístico perpetua o sacrifício da Cruz até que o Senhor volte.
Assim, é aos Apóstolos e seus Sucessores que nosso Senhor Jesus Cristo confia o ministério sacerdotal.
Na Celebração Eucarística o sacerdote age em nome de Cristo.
O Evangelho fala-nos deste amor de Jesus Cristo pelos homens.
«Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, Jesus que amara os Seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim».
O amor de Jesus Cristo pelos homens vai até ao fim, até ao extremo de dar a Sua vida por eles.
Durante a ceia pascal, a última refeição que tomara com os Seus, Jesus, levantou-Se da mesa, deita água numa bacia, põe uma toalha à cintura e lava os pés aos discípulos, enxugando-os com a toalha.
Lavar os pés era trabalho de escravos.
Mas o Senhor, sendo Deus, não hesita em servir, na humildade, os Seus irmãos, apontando-nos o exemplo a seguir.
Viver em Cristo, pensar como Cristo e amar com o coração de Cristo, implica servir os irmãos na disponibilidade e no amor.
Será isto o que fazemos?
No entanto, o Senhor é bem claro: «Se Eu vos lavei os pés sendo Senhor e Mestre, quanto mais vós deveis lavar os pés uns aos outros. Eu dei-vos o exemplo para que, assim como Eu fiz vós façais também».
Não podemos fugir à exigência deste ensinamento. O Senhor pôs-se de joelhos, diante dos Seus irmãos, para os servir. É assim que vivemos no nosso dia-a-dia? Na vida familiar, no ambiente de trabalho, na escola, na vida social…
Servir os outros, no despreendimento, no esquecimento de si…Servir os outros, desinteressadamente, sem busca de qualquer compensação, mas unicamente por amor.
Amar-nos uns aos outros, como Cristo nos amou, é, verdadeiramente, o mandamento novo. Mas o amor cristão tem a sua fonte em Deus. Ele não é simples sentimento de solidariedade, por mais solene que este se apresente.
O amor cristão situa-se a outro nível, porque é amor do próprio Cristo.
Amar como Cristo ama é entrar no movimento de amor que une as três Pessoas da Santíssima Trindade.
O amor vem de Deus e volta para Deus. No seu circuito abrange todos os homens.

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