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14 de abril de 2019 – Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Estamos em Domingo de Ramos, dia em que se celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Aí mesmo, depois desta manifestação de regozijo e entusiasmo, Ele ia ser «crucificado, morto e sepultado». A mesma multidão que hoje o aclama, dias depois condena-O à morte.

1ª Leitura
Lemos neste texto do Profeta Isaías que Jesus se entrega confiadamente à vontade do Pai, à qual se oferece como Vítima, aceitando as maiores humilhações e as mais atrozes dores. Plenamente consciente da Sua missão, Jesus não se furta às atrocidades que Lhe são infligidas, tudo sofrendo com mansidão e amor. Com uma clarividência impressionante, d’Ele diz o Profeta: « Não resisti nem recuei um passo… apresentei as costas àqueles que me batiam e as faces… e não furtei o rosto aos insultos e aos escarros». A Sua grande força vem-Lhe da união da Sua vontade com a vontade de Deus.

2ª Leitura
São Paulo sublinha neste texto a suprema humilhação de Cristo, despojado da Sua divindade e num estado de aniquilamento, de esmagamento da Sua humanidade. Foi essa a condição para nos alcançar a graça da salvação: «Por isso Deus O exaltou…». É mistério de sofrimento e de glória. De um sofrimento tão fundo e de uma glória tão alta, de projeção universal, que «ao nome de Jesus todos se ajoelhem nos Céus, na Terra e nos abismos».
Não nos esqueçamos que sem cruz não há Redenção, e de que todos os sofrimentos que possamos experimentar quando aceites por nós, têm em si sementes de Redenção muito mais vastas do que possamos imaginar.

Evangelho
Vamos ouvir a descrição da Paixão de Cristo, segundo São Lucas. Meditemos nela no silêncio do nosso coração. Nesta descrição sobressai a misericórdia, a serenidade, a bondade do Coração de Jesus para com os pecadores. Notemos, por exemplo, a bondade do Senhor para com Pedro, o Bom Ladrão, as Santas Mulheres, e ainda para com outras figuras.
Esquecido das Suas dores, Jesus tem sempre uma palavra de conforto para com os outros. Na verdade, como disse o São João Paulo II « a Redenção é maior do que o pecado».
Deus está sempre pronto a perdoar, desde que Lhe abramos o coração; a Sua misericórdia não se deixa vencer pelas nossas fraquezas, está sempre a bater-nos à porta…

Estamos no início da Semana Santa, também chamada Semana Maior, por nela se celebrarem os principais mistérios da vida de Jesus. Pensemos que o que então se passou, as palavras e os atos de Jesus, continuam presentes, não passam. O Sacrifício da Missa é a renovação ou atualização desses mistérios. Meditando neles, especialmente nestes dias, procuremos associar-nos à ação redentora de Cristo. E contemplando Jesus que sofre, não esqueçamos também os irmãos que sofrem, às vezes tão perto de nós. O que a eles fizermos, para os ajudar, será a Cristo que o fazemos.

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