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13 de maio de 2018 – Solenidade da Ascensão do Senhor – Ano B

O mistério da vida de Jesus culmina com a Sua Ascensão aos Céus, onde à direita do Pai, vai ocupar o Seu trono de glória.
Depois de ter ensinado os homens a viver, depois de ter curado os enfermos e depois de ter sofrido a humilhação e o suplício infamante da morte de Cruz, numa adesão perfeita à vontade do Pai, Ele sobe, triunfalmente aos Céus. Mas, ao entrar na glória, Ele leva “cativos” consigo todos os resgatados. “Jesus é o divino percursor das nossas ascensões. Estando ausente, foi continuar junto do Pai o Seu papel de eterno sacerdote e mediador entre Deus e os homens. Ele próprio lembra aos Seus discípulos que vai partir e que lhes vai preparar um lugar. Diz-lhes ainda que é bom e que é necessário que parta para que o Espírito Consolador, que lhes há-de ensinar toda a verdade, possa descer sobre eles.
Começando a elevar-se, uma nuvem encobriu-O aos olhos dos Seus discípulos que assim ficaram olhando o Céu. Também nós, através da fé, somos convidados a subir todos os dias por entre nuvens para podermos ver, à luz da Palavra de Jesus, o sentido dos acontecimentos que vão entretecendo a nossa vida. Neste esforço que somos convidados a fazer, não estamos sós. Connosco, como nosso intercessor, está Ele que quis experimentar a condição humana, com tudo o que lhe é inerente, os seus fracassos, os seus sofrimentos e as suas alegrias: “em tudo igual a nós excpto no pecado” diz o texto sagrado.
Como poderemos desanimar e deixar cair os braços se temos a poderosa intercessão de Jesus junto do Pai!
“Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Como vistes Jesus subiu ao Céu, assim há-de vir na Sua glória”.
Depois da Ascensão, os discípulos não se refugiaram num saudosismo paralisante, mas, porque eram depositários do mandato de Jesus, partiram por todo o mundo proclamando a Boa Nova do Reino. A partir de então, são eles os responsáveis por tornarem o Senhor presente e visível no meio dos homens.
Este mandato constitui também para cada um de nós uma forte interpelação. Inseridos nas mais diversas tarefas, familiares, profissionais, escolares, culturais, sociais, e políticas, não podemos contentar-nos com o olhar o Céu: temos que nos inserir nas realidades temporais, para aí atuarmos como fermento que leveda toda a massa.
Com o coração mergulhado em Deus, vamos pois anunciá-lo, através de uma ação discreta mas verdadeiramente empenhada, de modo a darmos um rosto cristão a todas as realidades terrestres. Só a autenticidade da nossa vida será sinal de fecunda evangelização. O mundo de hoje não aceita pregações e se as aceita é porque o agente da pregação, antes de mais, é testemunha e sinal visível da presença de Jesus.
Hoje celebra-se também o dia mundial das Comunicações Sociais, que coincide propositadamente com o Domingo da Ascensão, pois o Senhor, na hora da partida para o Pai, incube os Seus discípulos de transmitem e comunicarem a todos a Sua mensagem de esperança e de renovação libertadora.
Os meios de comunicação social são potenciais agentes da dignificação do homem ou da sua ruína e destruição conforme o uso que deles se fizer. Por isso, é preciso que formemos critérios seletivos norteados pelos verdadeiros valores humanos e cristãos.

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