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11 de fevereiro – Nossa Senhora de Lurdes – Dia Mundial do Doente

Quatro anos depois de Pio XII ter definido o dogma da Imaculada Conceição, Nossa Senhora apareceu em Lurdes 18 vezes – com início em11 de fevereiro – a Bernardete Soubirous, uma menina pequena e doente de 14 anos, filha de um pobre moleiro.

Lurdes, desconhecida do mundo até então, tornou-se da noite para o dia, num grande centro de peregrinações.

Nossa Senhora transmitiu uma Mensagem a Bernardete, para que a desse a conhecer.

Que atualidade tem para cada um de nós a mensagem de Lurdes?

Os textos da Liturgia de hoje ajudam-nos a responder a esta pergunta.

Compartilhai a alegria de Jerusalém!

Em meados do século XIX, num mundo coberto pelas nuvens do racionalismo, materialismo e anarquia, brilhou o sorriso de Nossa Senhora de Lurdes.

A liturgia apropria à comemoração deste acontecimento as palavras de Isaías ao anunciar o regresso do exílio de Babilónia e a construção da Cidade Santa.

Os bens messiânicos prometidos – o jubilo, a abundância, a paz e a consolação – chegam até nós por mediação de Nossa Senhora, como em Caná da Galileia, e o Santuário de Lurdes –Casa da Mãe – é uma demonstração permanente desta verdade.

Devemos reviver, com alegria e gratidão, o acontecimento admirável de 11 de fevereiro de 1858. Assim o descreve Bernardete:

«Uma branca Senhora, jovem, bela, sobretudo bela, como a qual nunca vi nenhuma semelhante, veio colocar-se na abertura do nicho que está sobre a gruta.

De repente olhou-me, saudou-me com uma leve inclinação de cabeça e sorriu-me; ao mesmo tempo afastou um pouco os braços do corpo, abrindo as mãos. Do braço direito pendia-lhe um Rosário e fez-me sinal para que me aproximasse, como se fosse a minha mãe… Esfreguei os olhos rapidamente, fechei-os e abri-os, julgando engar-me; mas a Senhora estava sempre alá, e sorria-me com muita graça e convidava-me a que me aproximasse, fazendo-me compreender que eu não estava enganada…

Sem saber o que fazer, veio-me a ideia de orar; meti a mão no bolso e tirei o terço que trago comigo habitualmente e ajoelhei-me. A Senhora aprovou com um aceno da cabeça e tomou também o terço que lhe pendia do braço direito…

Ela benzeu-se como que para orar… A Senhora deixou-me rezar sozinha; passava as contas pelos dedos, mas não movia os lábios. Só ao fim da dezena dizia comigo: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

Tinha o aspeto duma jovem dos seus dezasseis ou dezassete anos; o vestido branco que lhe descia até aos pés, era fechado à volta do pescoço, onde pendia um cordão branco. Um véu branco lhe cobria a cabeça, mal deixando ver o cabelo e caindo pelos ombros, ao longo dos braços, até à extremidade do vestido. Dos seus pés não se via senão a extremidade sobre os quais brilhavam duas rosas de amarelo-ouro.

A Senhora estava viva e toda cercada de luz. Quando acabei o terço saudou-me, sorrindo, e retirou-se pela cavidade da gruta».

Nossa Senhora transmite-nos uma mensagem

Maria mostra-nos a urgência em aceitarmos o plano de salvação de Deus, fazendo penitência. Precisamos de nos voltar para Deus.

«Digamo-lo francamente: o nosso mundo tem necessidade de conversão … Hoje perdeu-se o sentido do pecado, porque se perdeu o sentido de Deus. Tentou-se construir um humanismo sem Deus e a fé arrisca-se a aparecer continuamente como fruto de originalidade de cada um, sem vínculo comunitário».

A confissão sacramental. Em 25 de fevereiro ordenou a Bernardete que se fosse lavar à torrente. Depois de alguma hesitação, ela sente-se movida interiormente a cavar com as mãos o solo da gruta. Assim brotou a famosa água de Lurdes da qual se tem servido Nossa Senhora para curar tantos doentes.

Mas o olhar de Maria fixava-se mais longe: é preciso que nos lavemos na torrente do Sangue divino que corre no sacramento da Confissão. Este é o caminho normal escolhido por Deus para recuperarmos a graça do Batismo perdida pelo pecado mortal.

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