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11 de fevereiro de 2018 – 6º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Para melhor compreendermos o Evangelho deste fim de semana, temos de o comparar com a pimeira leitura.
De facto, aparecem-nos nas duas leituras, duas atitudes totalmente diferentes. Na primeira, o leproso, o impuro, é afastado da sociedade para evitar o contágio. O doente é obrigado a manter-se à distância e castigado severamente se infringe essa lei. Terá de suportar, além da sua terrível doença, o peso da solidão e carências de toda a espécie.
No episódio do Evangelho de São Marcos, a imagem que nos aparece é totalmente diferente. O leproso, apesar de todas as proibições, arrisca-se a infringi-las e lança-se corajosamente ao encontro de Jesus. E Jesus não o repele, pelo contrário, aproxima-se dele, toca-o, limpa-o das suas feridas.
Felizmente, a lepra é hoje, pelo menos entre nós, uma doença quase extinta e até, na maioria dos casos, curável.
Mas a lepra da alma, isto é, o pecado, está longe de se extinguir. Pelo contrário, parece em forte expansão. E a cura, embora exista, é ignorada ou esquecida por muitos.
E as duas atitudes, perante o pecado, que encontramos no Antigo Testamento, permanecem ainda nos dias de hoje.
Perante o pecador, o ladrão, o marginal, a mulher que errou, temos muitas vezes tendência a tomar a atitude do Antigo Testamento: afastarmo-nos, marginaliza-los. A sua proximidade, incomoda-nos e tememos que contagie a nossa sociedade. É uma atitude natural e, talvez compreensível. Mas não é uma atitude cristã. O que o Senhor nos ensina, é ir e com o pecador e procurar ajudá-lo.
Talvez procurar arranjar trabalho para o ladrão que saiu da cadeia, depois de cumprida a pena, o ajude a ornar-se um homem honrado.
Talvez, quem sabe? Procurando compreender o problema do marginal, sejamos capazes de o ajudar a reintegrar-se na sociedade.
Talvez, a ajuda dada àquela jovem que deu um mau passo na sua ida a leve a ornar-se uma mulher honesta. É isto que o Senhor nos ensina com o seu gesto: «Jesus, compadecido estendeu a mão e tocou-lhe e acrescentou: Ficarás curado».
Esta segunda atitude, a atitude cristã, encontra-se felizmente também, no mundo de hoje. É uma atitude daqueles que imitando o gesto de Jesus, estendem a mão aos mais necessitados. É o caso de uma Madre Teresa de Calcutá, de um Padre Américo. São sinais da presença de Deus entre nós, que nos devem dar coragem e servir de exemplo.
Mas também a atitude do leproso é uma lição para nós. Ele sabe que é miserável e que a sua miséria o afasta de Cristo. Mas apesar disso, transpõe todos os obstáculos que o separam de Jesus e cheio de confiança e de é, lança-se-Lhe aos pés e suplica-Lhe: «Se quiseres podes curar-me!».
Também nós, muitas vezes, nos sentimos miseráveis.
As fraquezas as cobardias, a violência, o egoísmo, são outras tantas chagas que nos desfiguram e que nos azem horror quando decidimos olhar para nós próprios. Achamo-nos indignos de nos aproximarmos do Senhor. É aqui que a atitude do leproso nos ensina o caminho a seguir. Apesar da nossa imagem desfigurada pelo pecado, corramos cheios de confiança para o Senhor e arrependidos, lancemo-nos a seus pés com as palavras do leproso: « Senhor, se quiseres podes curar-me. E Jesus curar-nos-á. Só n’Ele encontraremos a salvação».

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