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1 de janeiro de 2019 – Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Nos textos litúrgicos deste primeiro dia do ano civil perpassa o amor paternal de Deus que, de uma maneira permanente, vela, carinhosamente, pelos Seus filhos. Celebra-se nesta festa a maternidade divina e humana da Virgem Maria, mensageira da Paz.
Jesus ao escolher Maria para Sua Mãe, associa-A à Sua obra redentora que se baseia na fraternidade e na paz entre todos os homens. Compreende-se, portanto, que se comemore, também hoje, o dia mundial da Paz.

Como escutamos na primeira leitura, Moisés serviu de medianeiro entre o povo de Israel e Deus; assim também, Jesus Cristo, num sentido muito mais amplo é, igualmente, o mediador, o Único, entre o povo de Deus, que somos nós todos, e o próprio Deus. Todavia é-o através de Sua Mãe que, em segundo plano, mas por participação direta no mistério da Encarnação, se torna corredentora e, portanto, também de certa maneira, nossa mediadora. É através d’Ela que conhecemos Jesus Cristo. Maria não só O apresenta e dá aos homens, como está igualmente presente em toda a história da salvação. Embora por vezes na penumbra, a Sua presença é a partir do começo do ano litúrgico, se faz sentir essa Sua presença entre nós que culmina na quadra natalícia com o nascimento de Jesus. Precisamente, o primeiro dia do ano civil, que cai dentro deste tempo e coincide também com a oitava da Festa do Natal, é-Lhe dedicado de um modo especial sob a invocação de Mãe de Deus, a Sua principal prerrogativa.
A maternidade divina da Virgem alegra-se, porém, à humanidade inteira, pois, sendo Mãe de Deus, é Mãe dos homens na ordem da graça.
«Em Maria, Deus se fez homem». Isto é: n’Ela se conjugou o Divino e o humano, visto que Jesus, que nasceu de Maria, ser Deus e homem. N’Ele se manifesta a capacidade de congregar toda a humanidade. Fazendo-Se um de nós, tornou-se nosso irmão e facultou-nos deste modo a possibilidade de, pela graça divina, sermos também, co-herdeiros dos dons da Vida Eterna, de nos tornarmos com Ele Jesus Cristo, igualmente filhos de Deus. Esta ideia é a mesma que S. Paulo foca na carta que lemos dirigida aos gálatas, pois, se deixarmos de ser escravos do pecado, podemos chamar Pai a Deus.
Maria é Mãe de Deus porque o Seu filho é Deus e é nossa Mãe porque todos os homens são convidados a tornarem-se irmãos do Seu Filho e, através da humanidade do Filho de Deus adquirida em Maria, somos também, pela graça, filhos de Maria.
Sendo Mãe de Deus e Mãe dos homens, Maria é logicamente Mãe da Igreja, visto esta, fundada por Cristo, ser visivelmente constituída por todos os filhos de Deus, pois a salvação destina-se extensivamente à humanidade inteira, a todos os homens de boa vontade, através de um ato de fé.
A fé é que conta. O início da maternidade de Nossa Senhora é marcado por um ato de fé. Depois da Anunciação, ela começa a sentir progressivamente a presença de Jesus que depois alimenta, cria e educa. Por causa da Sua fé, do Seu sim, do Seu acreditar plenamente não só na intervenção direta de Deus, como principalmente, na incondicional aceitação da vontade divina, aconteceu o maior assombro de toda a História: Deus, ao fazer-Se carne, irmana-Se aos homens para os salvar.

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