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Igreja algarvia abre Ano Missionário com evocação do beato Vicente de Albufeira

A Diocese do Algarve promove no próximo dia 21 deste mês a abertura do Ano Missionário convocado pela Conferência Episcopal Portuguesa, de outubro de 2018 a outubro de 2019, depois de o papa Francisco ter anunciado um “mês missionário extraordinário” para outubro de 2019.

A celebração diocesana de abertura do Ano Missionário terá lugar em Albufeira por ser a terra natal do beato Vicente de Santo António, o missionário algarvio de maior expressão que foi martirizado em Nagasáki, Japão, em 1632.

A abertura do Ano Missionário será constituída pela celebração da eucaristia pelas 16h na igreja matriz, seguida de romagem à estátua do beato onde terá lugar um momento referente à identidade missionária da Igreja.

O programa pastoral deste ano da diocese algarvia salienta, relativamente à dimensão missionária, “a vida e a ação missionária do beato Vicente de Albufeira” no âmbito do testemunho dos “santos, mártires da missão e confessores da fé” que considera oportuno dinamizar.

A Diocese do Algarve honra a memória do beato Vicente de Santo António, mártir, no dia 7 de setembro. E a sua cidade natal celebra-o no dia 4 de setembro, com festas populares e uma procissão em sua honra.

Nascido no Castelo de Albufeira, em 1590, e depois de ordenado sacerdote em Lisboa, o beato Vicente de Santo António partiu como missionário para o México, na América Latina, onde se juntou aos frades agostinhos e continuou para os países asiáticos das Filipinas e Japão.

Nesse tempo, era proibido praticar a fé cristã no Japão e após nove anos, “disfarçado de vendedor ambulante”, foi preso e depois de “grandes tormentos padeceu, por fim o suplício do fogo”, revela o vice-postulador da Causa de Canonização dos Mártires do Japão e do Brasil.

Foi beatificado pelo papa Pio IX, a 7 de julho de 1867, e faz parte do “grupo de ‘Carlos Spínola e Companheiros Mártires’ num total de 205 mártires”, explica o padre João Caniço.

Deste grupo contam-se mais seis mártires portugueses, quatro padres jesuítas e dois leigos: o padre João Baptista Machado, de Angra do Heroísmo; o padre Diogo Carvalho, de Coimbra; o padre Miguel Carvalho de Braga; o padre Francisco Pacheco, de Ponte de Lima e os leigos Domingos Jorge, de Vermoim da Maia, Porto e o jesuíta Ambrósio Fernandes, de Xisto, Porto.

 

Fonte: https://folhadodomingo.pt

com Ecclesia

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