Evitar a guerra

O quinto mandamento proíbe a destruição voluntária da vida humana. Por causa dos males e das injustiças que toda guerra acarreta, a Igreja insta cada um a orar e agir para que a Bondade divina nos livre da antiga escravidão da guerra.
Cada cidadão e cada governante deve agir de modo a evitar as guerras. Enquanto, porém, houver perigo de guerra, sem que exista uma autoridade internacional competente e dotada de forças suficientes, e esgotados todos os meios de negociação pacífica, não se poderá negar aos governos o direito de legítima defesa.
É preciso considerar com rigor as condições estritas de uma legítima defesa pela forma militar. A gravidade de tal decisão a submete a condições rigorosas de legitimidade moral.
É preciso ao mesmo tempo que:
– o dano infligido pelo agressor à nação ou à comunidade de nações seja durável, grave e certo;
– Todos os outros meios de pôr fim a tal dano se tenham revelado impraticáveis ou ineficazes;
– Estejam reunidas as condições sérias de êxito;
– O emprego das armas não acarrete males e desordens mais graves do que o mal a eliminar. O poderio dos meios modernos de destruição pesa muito na avaliação desta condição.
Estes são os elementos tradicionais enumerados na chamada doutrina da “guerra justa”.
A avaliação dessas condições de legitimidade moral cabe ao juízo prudencial daqueles que estão encarregados do bem comum.
Os poderes públicos tomarão as justas providências com relação ao caso daqueles que se dedicam ao serviço da pátria na vida militar, isto é, estão a serviço da segurança e da liberdade dos povos. Se desempenham corretamente sua tarefa, concorrem verdadeiramente para o bem comum da nação e para manter a paz.
Qualquer ação bélica que tem em vista a destruição indiscriminada de cidades inteiras ou de vastas regiões, com seus habitantes, é um crime contra a Deus e contra o próprio homem a ser condenado com firmeza e sem hesitações.
Um dos riscos da guerra moderna é dar ocasião aos possuidores de armas científicas, principalmente atômicas, biológicas ou químicas, de cometerem tais crimes.
“ Deus tem em seu poder a alma de todo ser vivo e o espírito de todo homem carnal”.
Toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada, porque a pessoa humana foi querida por si mesma à imagem e à semelhança do Deus vivo e santo.
O assassinato de um ser humano é gravemente contrário à dignidade da pessoa e à santidade do Criador.

Fonte:
Catecismo da Igreja Católica
Os dez mandamentos | Evitar a guerra 2307 – 2320

Check Also

Informação Paroquial sobre o fim de semana 15 e 16 de agosto de 2026

No sábado dia 15 de agosto, solenidade da Assunção de Nossa Senhora teremos a Eucaristia …

Sahifa Theme License is not validated, Go to the theme options page to validate the license, You need a single license for each domain name.