epa09488423 Venezuelan migrants remain concentrated in the town of Colchane, on the border between Chile and Bolivia, located about 1,900 kilometers north of Santiago, Chile, 25 September 2021. Hundreds of migrants are stranded in the small Chilean town of Colchane, on the border with Bolivia, and thousands more in the nearest city, Iquique, after entering the country through clandestine border crossings, a situation that threatens to collapse the region. EPA/LUCAS AGUAYO

Dia Mundial do Migrante e Refugiado: « É necessário caminhar juntos, sem preconceitos, sem medos», pede o Papa

Francisco lamenta «portas fechadas» para quem procura uma vida nova

Cidade do Vaticano, 26 seti 2021 (Ecclesia) – O Papa Francisco assinalou hoje no Vaticano o 107.º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, pedindo o fim dos “preconceitos” perante quem procura uma nova vida, longe da sua terra.

“É necessário caminhar juntos, sem preconceitos, sem medos, estando ao lado de quem é mais vulnerável”, disse, após a recitação da oração do ângelus, com transmissão online, desde a janela do apartamento pontifício.

Francisco apelou à solidariedade para com “migrantes, refugiados, deslocados, vítimas do tráfico e abandonados”.

“Somos chamados a construir um mundo cada vez mais inclusivo, que não exclua ninguém”, insistiu.

O Papa recordou as comunidades católicas que, nas várias partes do mundo, estão a celebrar esta jornada, saudando as várias comunidades étnicas presentes na Praça de São Pedro, com as suas bandeiras, e os responsáveis por vários projetos de acolhimento a migrantes.

“Obrigado a todos pelo vosso generoso compromisso”, declarou.

A jornada tem como tema, em 2021, ‘Rumo a um nós cada vez maior’.

Francisco convidou os presentes a visitar um monumento colocado há dois anos na Praça de São Pedro, “o barco com os migrantes”.

“Vejam o olhar dessas pessoas, sintam nele a esperança que tem hoje cada migrante, de recomeçar a viver”, recomendou.

“Não fechemos as portas à sua esperança”, concluiu.

A escultura foi inaugurada em 2019; feita em bronze e argila, retrata um grupo de migrantes de várias culturas e diferentes períodos históricos.

A obra de arte, em forma de barco, foi inspirada na Carta aos Hebreus, um dos livros do Novo Testamento: ‘Não se esqueçam da hospitalidade; alguns, praticando-a, acolheram anjos sem o saber’.

O autor, Timothy Schmalz, retratou 140 rostos reais de migrantes e refugiados.

OC

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