Os nossos desejos são infinitos, mas são poucas as verdadeiras necessidades.
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Julgamos que a felicidade está em possuir muito, ou mesmo tudo o que desejamos. No entanto, o caminho de ir satisfazendo os desejos não é bom porque leva sempre a novas e maiores carências de coisas que, na realidade, não são importantes. A satisfação dos desejos só seria boa se soubéssemos o que devíamos desejar.
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Muitas pessoas desprezam as suas necessidades, que tomam por caprichos, enquanto consideram essencial aquilo que é, na verdade, uma inutilidade.
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Hoje, talvez como nunca, as pessoas anseiam e acabam por se entristecer em virtude dos seus desejos pelas coisas supérfluas. Muitos têm até mais do que precisam para serem felizes, mas é o seu desejo de possuir o que não tem verdadeiro valor que os faz infelizes – talvez com alguma justiça.
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O que é mais importante: uma casa ou uma família? E se só pudermos escolher uma delas?
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É preciso ouro ou pão para ser feliz?
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Imaginamos muitas vezes o que faríamos se ganhássemos uma enorme fortuna num qualquer sorteio. Mas, por exemplo, eu não trocaria nenhuma das minhas filhas pelo maior prémio do Euromilhões. Então, por que razão não me sinto mais feliz por ser pai delas do que me sentiria se esse prémio me tivesse calhado?
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Precisamos de viver com todo o coração tudo quanto já somos e temos. Deixemos as lutas pelas coisas materiais para quem acredite que é nelas que está a sua paz e serenidade.
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Precisamos de ter a coragem de saber no nosso íntimo o nosso valor, sem que nos importemos com o que o mundo diz. Confiemos na vida e em tudo o que nos chegar. Muitos obstáculos são marcas de bom caminho.
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Precisamos de amor e de nos centrarmos nisso mais do que em qualquer desejo superficial que nos pode distrair e… destruir.
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Precisamos de menos do que desejamos e de mais do que merecemos.
Fonte: https://www.facebook.com/jlnmartins
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