A nossa responsabilidade exprime-se no testemunho da fé

O que carateriza um cristão é precisamente ter atitudes e comportamentos em que se veja espelhada a relação de comunhão e de amor que tem com Deus. Não basta ter recebido o batismo, não basta dizer-se cristão, é preciso ser-se fiel ao amor de Deus, manifestado de modo particular na cruz de Cristo. Quem se envergonha de Cristo, ou quem só se lembra D’Ele para “meter alguma cunha”, faz tábua rasa das suas responsabilidades contraídas no dia do batismo e desonra o nome da família “cristã”. Invoca Deus em vão!

Já no tempo de Jesus havia alguns discípulos que, perante as dificuldades, tentavam fugir às suas responsabilidades. O próprio Pedro, aquele sobre quem Jesus assentou a sua Igreja, fraquejou no testemunho da sua fé. Esta passagem situa-se no quadro do processo que iria levar Jesus à condenação, à morte na cruz. Perante este ambiente de hostilidade, Pedro que antes tinha afirmado a sua fé junto dos discípulos, dizendo que Jesus era o Filho de Deus, agora encolheu-se e chegou ao ponto de dizer que o não conhecia. Podemos dizer que falhou quanto ao 2º mandamento, naquele momento de fraqueza.

E vã a nossa fé, é inútil encher a boca de Deus por todo o lado e por nada, quando à mínima crítica ou em ambientes não favoráveis logo se vira costas a Deus. Como vã é a atitude de quem nos momentos solenes, como por exemplo em tomadas de posse, invoca o nome de Deus, isto é chama o próprio Deus em pessoa a estar ali como testemunha, quando depois no momento das decisões é capaz de agir contra a vontade de Deus, só para fazer o jeito às maiorias ou aos “compadres”. Quantos juramentos em nome de Deus ou dos santos são lindas coberturas de puras mentiras. Por isso, aos seus ouvintes judeus que tinham muito hábito de chamar a pessoa de Deus para confirmar a verdade dos seus negócios e das suas conversas, para depois fazer o contrário, Jesus dirige palavras que são um desafio à verdade de vida, sem necessidade de meter Deus em enredos: “Eu digo-vos que não jureis em caso algum (…) A vossa linguagem deve ser “sim, sim” e “não, não” o que for além disso vem do maligno. No fundo, talvez possamos dizer isto por outras palavras: assumamos as nossas responsabilidades, honremos nós mesmos a verdade. Isto é, Deus e a fé não têm que ser chamados para dar cobertura às nossas cobardias. Não esqueçamos que Deus nos ama, acompanha, mas não nos substitui nas nossas responsabilidades.

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