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8 de setembro de 2019 – 23º Domingo do Tempo Comum – Ano C

Viver a vida segundo as exigências da fé não é fácil nos nossos dias. Muitas vezes é necessário parar, refletir sobre o sentido e orientação da nossa vida.
Em pleno século XXI o homem tem cada vez mais consciência do seu poder. O seu domínio crescente sobre a ciência e a técnica levam-no à convicção de que, de descoberta em descoberta, ele poderá dominar todas as forças do mundo e até a própria vida humana. Só que a ciência é uma arma de dois gumes e uma mesma descoberta pode ser aplicada para salvar a humanidade ou para a destruir. A título de exemplo citemos a energia nuclear e a sua aplicação na construção de engenhos de destruição em massa por um lado, por outro, a sua aplicação no tratamento de doenças até há bem pouco tempo consideradas incuráveis. Está na mão do homem a sua aplicação num ou noutro campo. E a verdade é que este, cada vez mais consciente do seu poder, tem dificuldade em aceitar a sua limitação e incapacidade diante dos problemas fundamentais da vida. Até onde lhe é permitido ir?
Quantas e quantas vezes, sob a pressão do próprio meio ambiente, a ambição e a vertigem do êxito o envolvem por completo, levando-o a pôr de lado um certo número de princípios básicos dos quais nunca deveria abdicar, sob pena de se atraiçoar a si próprio, como homem e como cristão.
É o enriquecer sem limite, à custa do seu semelhante; é o conseguir na vida uma posição pública, social ou política de destaque, quantas vezes pisando os direitos dos que se lhe cruzam no caminho; é o preferir a sua comodidade, o seu bem estar, a paz pobre em que tantas vezes vegeta, a lançar-se no desafio da luta por algo mais nobre. Ele poderá ter a tentação de se convencer que quase domina o mundo. Só que o homem nunca se poderá realizar plenamente à margem de Deus. Só em Cristo, morto e ressuscitado, ele encontrará resposta às suas mais profundas interrogações e aspirações, à sua própria realização pessoal.
Como o «construtor da torre» e o «rei» de que nos fala o Evangelho, temos de aprender a «sentarmo-nos» muitas vezes, a fim de refletir sobre o que nos pede o Senhor Jesus que, como cristãos e Seus discípulos, façamos nesta ou naquela situação da vida, que nos é dado viver em determinado momento, nesta ou naquela atitude a tomar perante o problema que se nos põe, nesta ou naquela ação a realizar. E convenhamos que nem sempre é fácil num mundo em que a mentalidade corrente é tão contraria aos critérios evangélicos apontados pelo Senhor. Ele convida-nos a «renunciar» para sermos Seus discípulos. A renunciar ao pecado, sem dúvida, mas a renunciar até que de legítimo poderíamos usufruir, por um Amor mais profundo. Até onde seremos capazes de ir na nossa renúncia? Ele convida-nos a seguir-Lhe os passos «carregando com a própria cruz». Até onde somos capazes de a levar?

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