3 de maio de 2020 -4º Domingo da Páscoa – Domingo do Bom Pastor

O povo de Deus é representado na liturgia deste domingo por um rebanho conduzido por um Pastor, figurando Jesus Cristo e os Seus representantes na terra: os sacerdotes, Seus continuadores no tempo e no espaço.

Nas sociedades de hoje, hostis, competitivas, em que o homem vê frequentemente no outro, não um irmão, mas um rival, alguém que o pode estorvar, é conforto que nos dá segurança, a nós cristãos, o sabermos que pertencemos ao rebanho de que Jesus Cristo é o Pastor. Ele é, de facto, o Bom Pastor que nos conhece pelo nosso nome e que nos ama até ao ponto de dar a vida por nós. Em contrapartida nós que fomos chamados e temos a felicidade de conhecer a voz do nosso Pastor, que respondemos à Sua chamada, devemos com a força do Espírito Santo preocuparmo-nos em trazer para o aprisco mais ovelhas, procurando não só expandir e alargar o Reino de Deus mas também desenvolver o sentido da unidade. Responder-se-á, assim, ao apelo de Cristo que quer a concórdia, a união, entre todos os elementos do Seu rebanho. Para tal teremos de nos esforçar por sermos tolerantes, por amarmos e compreendermos os nossos irmãos que seguem Jesus por caminhos diferentes dos nossos. Entretanto, procuremos, primeiro praticar a «unidade» dentro de nós mesmos, não nos deixando arrastar pelo pecado que divide, que desune, que confunde. Todos nós sabemos, por experiência própria, que no íntimo de cada um há forças antagónicas que desagregam e nos afastam do caminho do Bem. Tenhamos, portanto, coragem para vencer os nossos impulsos desagregadores para, vencidos estes, podermos levar a união, o amor, a ajuda aos que nos rodeiam e, depois, sentirmo-nos, também, responsáveis pela união da Igreja fundada pelo nosso Pastor universal. Jesus Cristo. Teremos, para isso, de atuar, não só com o nosso esforço apostólico, mas ainda, sobretudo, com a nossa oração.

Não querendo que o Seu  rebanho ficasse desamparado, à mercê dos perigos que o pudessem desunir e desorientar, Jesus deixou como Seus representantes máximos, o Santo Padre, os Bispos, e este5s, por extensão, são representados nos sacerdotes que nos guiam e conduzem na busca das boas pastagens, isto é, na demanda do alimento deixado por Jesus Cristo: a Sua Palavra e o Seu próprio Corpo.

Toda a liturgia deste Domingo nos convida a refletir sobre a urgência de fomentar as vocações sacerdotais, pois sem sacerdotes não teremos bons pastores a cuidar das necessidades espirituais dos fiéis.

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