26 de julho de 2020 – 17º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Somos um povo que vive num vasto mundo ansiando pelo Reino dos Céus. O Senhor vem dizer-nos, hoje, que vale a pena procurar o Reino mesmo à custa de grandes sacrifícios e renúncias.

Na primeira leitura, quando Deus perguntou a Salomão o que desejava, ele soube escolher: «um coração compreensivo para distinguir o bem do mal».

Como Salomão, muitos homens souberam escolher aquilo que agradava a Deus e sentiram a alegria de encontrar o Reino de Deus.

A Palavra de Deus neste domingo convida-nos a olhar para a nossa atitude perante a vida. Que é mais importante para nós? Que nos move? Que escolhas fazemos, não só nos momentos de decisões importantes, mas também no dia a dia?

Nas parábolas do tesouro escondido e da pérola preciosa, o Senhor diz-nos que o Reino de Deus é o bem maior da nossa vida, mais importante que todos os outros bens e que deve ser sempre colocado em primeiro lugar.

Há momentos da vida em que é necessário escolher entre Deus ou qualquer outro bem, como um bom emprego, um bom negócio, saúde.

Deus não quer que o homem despreze os outros bens, mas que não os faça mais importantes que o Reino de Deus e esteja, por isso, pronto a sacrificá-los ou pô-los de lado, quando for essa a vontade de Deus.

O segredo da vida do cristão, está pois, em saber distinguir o que Deus quer e aderir à vontade de Deus.

Durante a nossa vida teremos muitas vezes que escolher ser a favor ou contra a Cristo.

 

O que é verdadeiramente importante é mesmo a salvação eterna.

A salvação eterna, para a qual todos fomos chamados à vida, por Deus, nosso Pai, será uma realidade para quem seguir a Lei do Senhor. E os mandamentos do Senhor resumem-se em amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como nós mesmos, seja ele qual for, por Seu amor. É pelo Amor que um dia seremos julgados: ”Vinde benditos de Deus Pai…”

O reino dos céus, para o qual todos fomos criados é o Reino do Amor.  Só quem verdadeiramente ama está a fazer bom aproveitamento do tempo que o Senhor lhe concedeu viver. Podemos mesmo dizer que só verdadeiramente vivemos na medida em que amarmos. E o nosso amor pelos outros poderá mesmo só traduzir-se na oração. Nossa Senhora em Fátima afirmou ”que vão muitas almas para o inferno por não haver quem reze e sacrifique por elas”.  Todos, mesmo os doentes e velhinhos podem e devem rezar e oferecer os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e por todas as necessidades da humanidade. Este meio maravilhoso de amar está pois acessível a todos.

Que o Senhor nos conceda a Sabedoria de que precisamos para não nos enganarmos nos caminhos da vida, cumprirmos com generosidade e alegria a santa Lei do Senhor, “A vossa lei faz as minhas delícias… Eu amo os vossos mandamentos mais que o ouro, o ouro mais fino” – dizia o salmista. Se assim fizermos, pela misericórdia infinita do Senhor, sempre necessária, chegaremos ao Reino dos Céus, para o qual todos fomos criados. Então veremos quanto valeu, na vida terrena, ter amado verdadeira e sinceramente a Lei do Senhor.

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