25 de dezembro de 2023 – Solenidade do Natal do Senhor – Missa do Dia

1. Deus vem salvar-nos!

 

O profeta Isaías consola Jerusalém, anunciando profeticamente a Salvação que vem do Senhor. Ele, em Pessoa, vem salvar-nos. Anuncia-lhe o fim do cativeiro de Babilónia e um novo Êxodo, a recordar a saída do Egito. Os dois concretizam-se num regresso à Terra da Promissão, com a alegria que acompanha esta reconquista da liberdade.

Deus vem salvar-nos. Encontramo-nos, de novo, oprimidos pelo mal, cercados por uma conspiração contra a Lei de Deus, no ambiente, nos costumes e nas leis.

Deus não Se esqueceu do Seu Povo, nem o pôs de lado, e Jerusalém, presentemente em ruínas, vai ser reconstruída, voltando a ser bela e cheia de vida, como uma noiva no dia do seu casamento.

Também não Se esquecerá de nós, que somos o Seu Povo da Nova Aliança, feita no Calvário com o Sangue de Jesus Cristo.

De onde vem esta força do mal que nos sufoca, impondo-nos um ambiente contra a vontade de Deus? Onde encontraremos a força para o vencer?

A libertação vem-nos por Jesus que acaba de nascer. Para quem está contente com este reino do pecado, da mentira e da desonestidade, o Natal não é motivo de festa.

Jesus oferece-nos a paz. Isaías canta a beleza do redentor do mundo que vem ao nosso encontro para nos oferecer a paz.

Como o Senhor respeita a nossa liberdade, é indispensável que acolhamos voluntariamente na vida a Sua oferta de paz. Queremos, de facto, a paz da consciência, pela vida em graça; e a paz entre nós pela reconciliação mútua?

«Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que proclama a salvação

Cristo vem libertar-nos. Sentimo-nos prisioneiros do ambiente, das leis e dos costumes, além da conspiração que há dentro de nós. Como S. Paulo, não fazemos todo o bem que queremos e fazemos algum mal que não queremos.

Cristo vem libertar-nos de todas estas prisões, que quisermos acolher a libertação que Ele nos oferece.

«Eis o grito das tuas sentinelas que levantam a voz. Todas juntas soltam brados de alegria, porque vêem com os próprios olhos o Senhor que volta para Sião

Temos de procurar a libertação onde o Senhor no-la oferece: na oração, nos Sacramentos e no esforço generoso para cumprirmos fielmente a Lei de Deus.

A alegria dos filhos de Deus. No tempo de Natal há muitas manifestações de uma saudável alegria: o repicar dos sinos, as luzes, o traje festivo das pessoas, as felicitações natalícias…

Mas onde encontramos uma alegria contagiosa é no rosto das crianças. Pouco basta para as contentar. Alegram-se com a história do natal e com todos os brinquedos que lhes oferecemos.

Participemos nesta alegria que reina à nossa volta, mas procuremos que seja autêntica, venha do mais profundo do nosso coração, e não apenas um sorriso postiço. Sorrimos porque amamos a Deus e aos irmãos.

«Rompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consola o seu povo, resgata Jerusalém

 

2. Deus vem da eternidade

 

S. João, no prólogo do seu Evangelho, num hino composta talvez para cantar nas primeiras comunidades de fiéis cristãos, fala-nos da eternidade do Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

O Verbo Eterno sem começo. Nós começamos no tempo. Ele não. Houve um espaço em que ainda não existíamos, mas Ele existiu antes de todos os tempos.

Adoremos o Verbo Eterno, como o Pai e o Espírito Santo, porque, igualmente como estas duas Pessoas, é Deus, Omnipotente, infinitamente Bom e Sabedoria infinita.

É o nosso Deus e Senhor que vem ao nosso encontro para nos libertar da escravidão do pecado e nos ensinar o caminho do Céu.

«No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus

Criador do Céu e da terra. Nascemos do Seu Coração cheio de Amor por nós, da Sua bondade infinita e da Sua misericórdia sem limites.

Criou-nos para, depois de um tempo de prova na terra, partilhar connosco a Sua felicidade infinita no Céu, porque o Amor, a bondade e misericórdia divinas não se fecham em Si mesmas, mas comunicam-se em contágio divino. «Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito

Fonte da Vida e de Luz. Nele está a Vida verdadeira, a Vida divina que nos é comunicada no Batismo pela graça santificante, que há-de alcançar a sua plenitude na vida eterna.

Ele há ensinar-nos na Vida Pública: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Sem esta Luz divina andamos nas trevas e perdemo-nos no caminho do Céu. O tempo de prova é muito breve e não nos podemos resignar a estar para sempre fora do Paraíso, abandonados à infelicidade eterna.

Devemos caminhar enquanto é dia, enquanto Ele nos ilumina e está connosco, para não nos desorientarmos e perdermos no Caminho.

«A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam.» «O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem.»

Testemunhas do Amor de Deus. Testemunhar a divindade de cristo e o Seu Amor por nós, a partir do que vivemos, é a nossa missão.

A primeira testemunha foi João Batista, proclamando no deserto da Judeia que Jesus – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo – já está no meio de nós. Proclamou e defendeu com o sangue a vida a doutrina de Jesus.

Enviou os seus discípulos ao encontro do Messias, para que O reconhecessem e O seguissem.

Nós damos testemunho de Jesus, não para atrair as pessoas ao nosso grupo, mas para que conheçam amem e sigam a Jesus Cristo.

Jesus, Palavra do Pai. Jesus é a última e definitiva Palavra do Pai. A Ele só havemos de ouvir e seguir com fiel docilidade.

Que pena, quando as pessoas correm atrás do que se apresenta como trazendo a verdade, a religião que Deus quer.

Só Jesus Cristo é Redentor e Salvador o único Caminho que nos pode levar à Casa do Pai.  Todas as outras confissões religiosas são enganos que nos fazem perder no caminho do Céu a não ser que estejamos com reta intenção e Deus venha em nosso socorro.

«Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho

À imitação de Maria e José, abramos o nosso coração de par em par, para acolhermos Jesus Salvador que vem ao nosso encontro.

Check Also

QUEM OLHA POR TI?

Podemos saber por quem olhamos, mas conseguiremos saber quem olha por nós? . Alguns de …

Sahifa Theme License is not validated, Go to the theme options page to validate the license, You need a single license for each domain name.