22 de novembro de 2020 – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

 Todas as pessoas suspiram por uma vida melhor, nos vários aspectos: na saúde, economia, ensino, trabalho, etc.

Isto só será possível quando procurarmos colocar a cruz de Cristo a coroar todas as actividades humanas, isto é, fizermos a vontade de Deus, manifestada nos Mandamentos.

Falamos em instaurar tudo em Cristo. Este ideal concretiza-se reconduzindo o universo criado por Jesus Cristo, no Espírito Santo, ao Pai, procurando que todos os aspectos da nossa vida sejam ordenados segundo a vontade de Deus: a família, as actividades económicas, o trabalho, e a educação.

1. O Senhor cuida de nós.

Ezequiel é profeta da esperança, nos tempos amargurados do cativeiro de Babilónia. Ao Povo de Deus, convencido de que o Senhor os tinha abandonado, anuncia a misericórdia de Deus, sob a figura do bom Pastor.

A todos, mergulhados em crises de que não vemos possibilidade de solução humana — a insegurança do terrorismo, da crise económica, de novas e mais sofisticadas formas de escravidão, a imoralidade incontrolada — o Senhor promete cuidar de nós, se nos quisermos deixar ajudar por Ele.

 

Deus, Pastor do rebanho. «Eis o que diz o Senhor Deus: «Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas e hei-de encontrá-las

No Antigo Médio Oriente, o título de “pastor” é atribuído, com frequência, aos deuses e aos reis. Era, nessa época, um título bastante expressivo porque essas civilizações viviam da agricultura e do pastoreio dos rebanhos.

Esta figura exprime admiravelmente vários aspectos para todos nós: o pastor é um chefe que dirige o seu rebanho; é um companheiro que acompanha as ovelhas na sua caminhada para as pastagens onde há vida. É um homem forte, capaz de defender o seu rebanho contra os animais selvagens; e é também delicado para as suas ovelhas. Conhece o estado e as necessidades de cada uma, leva nos braços as mais frágeis e débeis, ama-as e trata-as com carinho. A sua autoridade não se discute: está fundada na entrega e no amor.

É à luz destas considerações que melhor entendemos o que se proclama na primeira leitura.

A Israel, tão maltratado pelos pastores humanos — os reis, os sacerdotes, a classe dirigente —, o profeta anuncia a chegada desse tempo novo em que Jahwéh vai assumir a sua função de pastor do seu Povo. Como é que Deus desempenhará essa função?

Deus vai cuidar das suas ovelhas — das pessoas — e interessar-se por elas. O mesmo promete a cada um de nós.

Neste momento, são muitos os problemas que nos afligem e para os quais não vislumbramos qualquer solução. O Senhor que vai reunir-nos, reconduzir-nos à paz e harmonia e ajudar-nos a encontrar caminhos de solução para os nossos problemas.

Mais: Deus, o Bom Pastor, irá procurar cada ovelha perdida e tresmalhada, cuidar da que está ferida e doente, vigiar a que está gorda e forte (vers. 16); além disso, julgará pessoalmente os conflitos entre as mais poderosas e as mais débeis, a fim de que o direito das fracas não seja pisado (vers. 17).

2. Somos ovelhas e pastores do rebanho.

O Senhor fala, no Evangelho do juízo final, de que haverá inevitavelmente uma avaliação da nossa vida, antes de recebermos o prémio ou castigo eterno.

O Juízo Universal é uma verdade de fé. Proclamamos no Credo: «De novo (Jesus Cristo) há-de vir em Sua glória para julgar os vivos (os que tiverem morrido na graça de Deus) e os mortos (os que morreram em pecado mortal).»

Será um julgamento sem apelo, definitivo, porque «o Seu Reino não terá fim.»

 

Prestaremos contas desta vida. «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso

O que mais impressiona no Evangelho, é que Jesus não fala dos grandes pecados: matar. roubar, pecar contra o sexto ou nono mandamento.

O Mestre falava a um público que se vangloriava de não ter pecados desses — julgava que os não tinha! — enchendo-se de orgulho. Esse já estão ensinados nos Dez Mandamentos.

Limita o exame às boas obras que fizemos e às omissões. Deste modo ajuda-nos a libertarmo-nos da ilusão de que, porque não fizemos mal, somos santos.

Também na Parábola dos Talentos — com uma alusão concreta ao juízo particular — nos alertava para este perigo.

Quando alguém nos avisa dum perigo em que estamos, não o faz para nos atormentar, assustando-nos, mas porque é nosso amigo e quer ajudar-nos a que nos libertemos dele.

Ter estas contas em dia significa, praticamente para nós:

— Viver habitualmente na graça de Deus;

— Frequentar os Sacramentos, para que tenhamos força na hora da tentação;

— Especialmente devemos procurar a confissão sacramental. Recebemos o perdão dos pecados e graças especiais para vencermos esta luta de todos os dias.

— Saldemos as nossas dívidas, fazendo penitência dos pecados cometidos.

 

 

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