O filho da Virgem Santa Maria tem um duplo nome: o que é usado pelos seus contemporâneos – Jesus, aquele que liberta dos pecados – e o que lhe atribui o evangelista Mateus – Emanuel, Deus connosco.
A primeira grande heresia é introduzida por um brilhante dialéctico do IV século, Apolinário de Laudiceia: ele afirmava que Jesus tinha sem dúvida um corpo humano, mas não uma alma como a nossa. Temia que, atribuindo-lhe uma humanidade plena, isso ofuscasse a sua divindade. Era uma grave desconsideração: afastava-o do nosso mundo, da nossa condição; subtraía-lhe o segundo nome, o Emanuel.
Na expressão de João, o Verbo fez-se homem, o termo homem não indica apenas a corporalidade, mas todo o ser humano entendido no seu aspeto de fraqueza, de fragilidade, de limites que derivam do facto de ser criatura.
Em Maria, o Unigénito do Pai não se revestiu apenas de músculos, mas inseriu-se plenamente na nossa condição humana.
Experimentou os nossos sentimentos, as nossas emoções, as nossas paixões; provou as alegrias dos afectos e a desilusão das traições; partilhou as nossas ânsias, as nossas dores e as nossas humilhações, a nossa ignorância, a nossa satisfação ao compreender, e também o nosso medo perante a morte.
Não se uniu a um «verdadeiro corpo», mas tornou-se «realmente homem», em tudo como nós, excepto no pecado. Por este motivo, é Emanuel, Deus connosco.
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