17 de outubro de 2021 -29º Domingo do Tempo Comum – Ano B

A confiança em Deus é, como atrás se afirma, um dos pensamentos básicos das leituras litúrgicas que acabámos de ouvir. O Senhor consente que soframos como resgate das nossas infidelidades, dos nossos pecados.

Logo na primeira leitura se faz sentir que a expiação das nossas faltas tem sentido pelo facto de sabermos que, se formos perseverantes na confiança e na certeza de que Deus nos protege, seremos salvos.

As profecias de Isaías e de outros Profetas são advertências inspiradas do Antigo Testamento, em que já se alude, simbolicamente, à vinda de Jesus Cristo como Salvador de todos os homens. O Filho de Deus arca com os pecados de toda a humanidade. Deus e homem experimentou e sentiu plenamente a realidade divina e humana. Como Deus é omnipotente, é todo poderoso e é Amor ilimitado. Como homem conhece as tentações, os cansaços, a angústia do sofrimento em todas as suas graduações, mas não cai nunca no desespero. Não peca. A Sua confiança em Deus-Pai é total, bem como a fidelidade à Sua vontade. São Paulo, na sua epístola aos Hebreus, acentua esta confiança que nós devemos cultivar como filhos adoptivos de Deus. Jesus Cristo, medianeiro entre Deus-Pai e os homens, está bem próximo destes porque se fez igual a nós em tudo menos no pecado, tornando-nos Seus irmãos e, como tal, filhos adoptivos de Deus-Criador.

São Paulo exorta-nos, assim, “cheios de confiança” a recorrermos à graça que nunca nos faltará como filhos de Deus que esperam com fé no auxílio divino. Não esqueçamos, portanto, que Jesus, nosso Irmão, é o Senhor que se oferece e continua a oferecer por nós e que, pela Sua entrega, temos a certeza da nossa própria redenção.

O Evangelho prova-nos que Jesus, o Messias esperado, cumpre a Sua missão pelo sacrifício, pela doação plena e total da Sua própria vida. Jesus, o Mestre e Senhor, sacrifica-se pelos homens, é bem o Servo-Redentor e não o Messias triunfante que vem instaurar no mundo um reino temporal, cheio de pompa e glória, como muitos judeus esperavam e… esperam ainda. Não. Jesus, o Senhor, vem para servir a humanidade e a Sua paixão e morte acontecem em serviço por nós.

 

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