1 de junho de 2020 – Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja

Celebramos hoje, a memória da Bem-aventurada Virgem Santa Maria Mãe da Igreja. “O Sumo Pontífice Francisco, considerando atentamente quanto a promoção desta devoção pode favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana, estabeleceu que a memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na segunda-feira depois do Pentecostes e celebrada todos os anos.

 

1. Mãe de todos os viventes

 

A leitura do Genesis que acabamos de escutar finaliza com as seguintes palavras: “Adão pôs à sua mulher”, no Paraíso, “o nome de Eva, porque ela seria mãe de todos os viventes”. Eva é a mãe de todos os homens, de todos os viventes, mas transmitiu aos seus filhos uma vida privada da graça santificante, degradada na sua condição natural, ferida pelo pecado das origens e submetida à morte.

O novo Adão, Jesus Cristo, no Calvário, pôs à sua Mãe o nome de “Mãe do discípulo João”. Na pessoa de João estão contidos todos os batizados, os verdadeiros “viventes”. Maria é a mãe que transmite, como medianeira e mãe, a vida divina que Deus quer doar aos Seus filhos por meio de Nossa Senhora. Uma vida que une a Deus, purifica os pecados, também o original, e concede novas capacidades sobrenaturais para viver como filhos de Deus. A Família dos filhos de Deus, que são gerados por meio de Maria, é a Igreja. Por isso “a gozosa veneração reservada à Mãe de Deus pela Igreja contemporânea, à luz da reflexão sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza, não podia esquecer aquela figura de Mulher (cf. Gal 4, 4), a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e, ao mesmo tempo, Mãe da Igreja. Isto já estava de algum modo presente no sentir eclesial a partir das palavras premonitórias de Santo Agostinho e de São Leão Magno. Com efeito, o primeiro diz que Maria é mãe dos membros de Cristo, porque cooperou, com a sua caridade, ao renascimento dos fiéis na Igreja; o outro, depois, quando diz que o nascimento da Cabeça é, também, o nascimento do Corpo, indica que Maria é, ao mesmo tempo, mãe de Cristo, Filho de Deus, e mãe dos membros do seu Corpo místico, isto é, da Igreja.” (D. Sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da igreja, no Calendário Romano Geral).

 

2. Eis a tua Mãe

 

“Eis a tua Mãe”. Estas palavras foram escutadas pelo Apóstolo João quando Jesus agonizava na cruz e o coração do discípulo estava inundado de pena e quebrado pela dor. Ao escutá-las, uma luz poderosa deve ter dissipado todas as sombras da sua alma e revigorizado plenamente a sua pessoa. Ele, agora era Jesus o Filho de Maria (Mulher, eis o teu filho). Não outro filho, mas o único filho, por estar incorporado a Jesus Cristo, e formar parte, como dirá S. Paulo, do seu Corpo místico, do Cristo total, cabeça e membros, que é a Igreja.

Nossa Senhora tornou-se Mãe de Jesus Cristo em Nazaré, quando aceita os planos de Deus, e Mãe do Corpo místico de Cristo no Calvário quando aceita João como filho. Com o mesmo amor com que Maria cuidou de Jesus, durante toda a sua vida terrena, cuida do Corpo místico do seu Filho. “Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo (cf. Act 1, 14). Com este sentimento, ao longo dos séculos, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, de “Mãe da Igreja”, como aparece em textos dos autores espirituais e também do magistério de Bento XIV e Leão XIII” (D. Sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da igreja, no Calendário Romano Geral).

Maria é Mãe da Família de Deus (cf. O. Eucarística I, hanc igitur…), que é a Igreja. Como boa Mãe cumpre amorosamente a sua missão materna. Uma boa mãe cuida de cada filho e da família, indica o que faz bem e o que é prejudicial, reza por todos, consola, anima, ajuda, acompanha, conforta e cuida com especial dedicação dos filhos doentes ou em perigo.

Também Nossa Senhora desde o Céu, e quando é necessário aparecendo na terra, é Mãe solícita da Família de Deus, a Igreja, da qual forma parte e, simultaneamente, é Mãe. A finalidade principal dos seus cuidados consiste em mover-nos a rezar e orar, poi só assim somos capazes de abrir-nos à graça de Deus.

 

Rezemos hoje de modo especial a Nossa Senhora para que interceda junto de Deus para que nos ajude a superar esta crise de pandemia que estamos a atravessar.

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