Não bastou entregar-se na Cruz! O Senhor quis ainda fazer-se Pão para, em cada Eucaristia se entregar de novo, humilhando-se a ser mastigado como qualquer outro alimento, para ser, aquele que me fortalece no caminho da vida, no caminho para o Céu.
A consciência de que no Pão consagrado está Jesus leva-me a expressar, não só com a alma, mas também com o corpo e as atitudes, o temor (=respeito) e a reverência que Ele merece. Assim, há uma série de atitudes que devo ter em conta, pois manifestam a minha fé na presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, a quem São Francisco Marto, o pastorinho de Fátima, chamava com tanto carinho «Jesus escondido».
Ao entrar na Igreja
• Faço o sinal da Cruz (=ajoelho com um joelho) em direção ao Sacrário, para cumprimentar Jesus. Desta forma, o corpo expressa a minha fé: ali está o meu Senhor!
• No lugar (ou até indo à Capela do Santíssimo): ajoelho-me e faço a oração.
• Guardo silêncio. Não estou num salão onde se celebram sacramentos, mas num espaço sagrado onde o Senhor se encontra de forma especial. Conforme subo a as escadas da igreja, passo pelo adro e, finalmente, pelo guarda-vento, vou tomando consciência de que me encaminho para um espaço sagrado.
• Desligo o telemóvel. Por respeito para com Deus e para com o próximo. Se não sei pôr em silêncio: peço a alguém que me ajude, ou vou à sacristia para que ali fique guardado até ao final da eucaristia.
• Sempre que passar diante do Santíssimo Sacramento: genuflito (=ajoelho com um joelho), pois passo diante do Senhor.
• Sempre que passar diante do altar. Faço uma inclinação com a cabeça (manifestação o meu respeito por aquela mesa consagrada onde o Senhor Jesus se torna presente e que, e que, por isso o representa).
A Eucaristia
• Vestir-me de forma apropriada. A forma como me apresento diante de alguém manifesta o respeito e a consideração que lhe tenho. Por isso, não me apresento diante de Jesus de costas e ombros desnudados, de calções de praia ou de desporto, de chinelos de enfiar…
• Chego com tempo, para poder serenar e fazer a minha oração pessoal junto do Senhor.
• Se chegar atrasado: não devo avançar imediatamente, pois vou incomodar e distrair as outras pessoas, mas aguardo pelo momento em que todos se sentem para escutar as leituras. O mesmo se precisar de ir ao WC.
• Ajoelho-me na consagração, expressando assim, com o meu corpo que é Jesus que, pela ação do Espírito Santo, se torna presente no pão e no vinho. Se não puder ajoelhar-me por razões de saúde, devo ter isso em atenção quando escolho o meu lugar na igreja. Por que razão? Porque, quando o sacerdote eleva o Senhor, no Pão e depois no vinho, esse é um momento de contemplação e de oração pessoal. Ora se eu fico de pé, a pessoa atrás de mim apenas poderá contemplar as minhas costas! Trata-se de uma questão de caridade e de respeito para com os outros. Em que momento de ajoelho? Depois do sacerdote, com a imposição das mãos, ter invocado o Espírito Santo (ou seja, quando os acólitos e diáconos também o fazem).
• O gesto da paz que sou convidado a trocar com os meus irmãos não é um momento de cumprimentos banais, mas de desejar aos outros o maior dom que eles podem ter: a presença do Senhor no coração. Por isso, quando cumprimento as pessoas que estão ao meu lado (e nelas estão representadas todas as outras, pelo que não preciso de cumprimentar toda a gente e muito menos sair do lugar para o fazer), o que devo dizer é: «A paz do Senhor esteja contigo» e a resposta própria é:» E contigo também». Que belo cumprimento e desejo!
Receber o Senhor (a Comunhão)
• Estar na graça de Deus. Para comungar (um gesto de profunda «comunhão» com Jesus) devo estar na graça de Deus, ou seja, não ter cometido um pecado grave (em relação a Deus, aos outros ou a mim mesmo). Se o tiver feito não devo aproximar-me para receber o Senhor. É preciso antes pedir e receber o perdão de Deus, no sacramento da Penitência (=Confissão). Comungar sem estar em comunhão com o Senhor é um pecado: como recorda São Paulo: «Aquele que indignamente comer o pão ou beber do cálice do Senhor será réu do corpo e do sangue do Senhor». Jesus sabe que não somos perfeitos, mas pede-nos que sejamos sérios e respeitosos com os mistérios que celebramos e que por amor nos são dados.
• Se no domingo anterior tiver faltado à eucaristia, posso comungar? Faltar à missa, a não ser por doença ou absoluta impossibilidade (por estar a trabalhar e não ter tido qualquer possibilidade de participar numa das eucaristias dominicais) é uma falta de amor para com Deus, pois significa que troquei por outra coisa qualquer. Por isso, é um pecado grave. Não devo comungar sem antes me confessar (se estou mesmo arrependido de o ter feito) e receber a absolvição.
• Jejum eucarístico: por reverência ao dom que vou receber, para comungar devo estar em jejum desde 1 hora antes de o fazer, sem comer nem beber (nem mastigar pastilhas elásticas) a água e os medicamentos não quebram o jejum. Os doentes, que não estar sem comer durante esse tempo, estão naturalmente dispensados.
• Fila da comunhão: devo integrar-me na fila da ala em que estou e não mudar para a que recebe a comunhão sas mãos do sacerdote. A presença de Jesus no Pão eucarístico não depende de quem o distribui!… da mesma forma, na fila apenas deve incorporar-se quem vai comungar (e não apenas receber a bênção, pois esta será dada no final, no momento próprio; além disso, as mãos do ministro estão a tocar no pão que é levado boca de quem comunga, pelo que não deve mexer nem no cabelo nem na testa de ninguém…)
• Receber o Senhor: na boca (= é o Senhor que me alimenta) ou na mão (fazendo um trono, para receber Jesus; se sou destro, coloco a mão direita esquerda por cima da direita, recebo o Senhor e, com a mão direita levo o Santíssimo Sacramento à boca; se sou esquerdino, ao contrário). Se comungo na mão, devo ter as mãos limpas, sem escrito… e depois de comungar reparo se ficou algum fragmento na mão (se ficou devo consumi-lo). O ministro coloca diante de mim o Pão do Céu e diz-me: «O Corpo de Cristo» e eu respondo em voz alta: «Amen» (=acredito, é o Senhor). Comungo diante do ministro e só depois é que me retiro.
• Depois de comungar: regresso ao meu lugar, ajoelho-me e rezo, agradeço ao Senhor, que está em mim, tão grande dom. Depois levanto-me e fico de pé até ao Santíssimo Sacramento ser colocado no sacrário (por uma questão de deferência para com o sacerdote, que preside à eucaristia no nome do Senhor, espero que ele se sente para eu também me sentar).
• Sagrada Comunhão levada aos doentes: quando o ministro extraordinário da Sagrada Comunhão passar pelo corredor central com o Santíssimo Sacramento para o levar aos irmãos doentes, volto-me para o corredor e inclino-me profundamente à sua passagem.
• Saída: espero que termine o cântico, que também devo cantar, e antes de sair despeço-me do Senhor no Sacrário, genufletindo e benzendo-me. Depois guardo silêncio até ao adro da igreja (por uma questão de respeito pelo lugar sagrado e pelas pessoas que gostam de ficam em oração depois da eucaristia).
• Adro da igreja: lugar próprio para conversar e conviver, dando continuidade à comunhão com os irmãos.
O Canto na Eucaristia: Quando a Igreja reza e canta, Cristo está presente, manifestando-se melhor a fé celebrada na Liturgia da Igreja.
Durante a missa, todas as músicas fazem parte de cada momento. Através da música participamos da missa cantando. A música não é simplesmente acompanhamento ou trilha musical da celebração: a música é também nossa forma de louvarmos a Deus. Daí a importância da participação de toda assembleia durante os cantos.
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