Que eu aprenda a corrigir-me

Todos erramos. Mais ainda quando queremos julgar os outros.

É-nos mais fácil apontar erros aos outros do que encontrar e assumir os nossos. Como se o meu contributo para o mundo fosse o de ser juíz da vida dos outros e, com isso, ganhasse o direito de ter os defeitos todos, sem ter de os corrigir. Mas julgar alguém assim é fazer-lhe mal.

Como consegues tu saber tanto da vida dos outros para os julgares com tamanhas certezas?

É bem possível que estejas a ver mal e a pensar pior… é melhor apostares primeiro em ti, procurares os teus erros e vícios, encontrares estratégias para os vencer e, através do teu exemplo, e só do exemplo, inspirares os outros a fazer o mesmo nas suas vidas.

Aprenderás a perdoar-te e a perdoar. Isso é mesmo muito bom, até porque te dará uma perspetiva melhor da verdade das pessoas. Ninguém erra por querer, pois mesmo quando está a fazer o mal, pensa sempre estar a fazer o melhor. Talvez a maldade seja apenas uma espécie de ingenuidade, ou uma ignorância ou o fruto de uma espécie de complexo de superioridade, sem sentido nem fundamento.

Quem julga os outros como se fosse um tribunal ambulante, supondo que lhes vê os erros e que conhece os caminhos que os levam de onde estão para o bem, está, na verdade, a condenar-se a ser um mau juiz…

É comum que julguemos as nossas ações pelas intenções com que as pomos em marcha, mas julgamos as ações dos outros apenas pelo que eles fazem, sem procurar saber o porquê nem o para quê…

Há muitos que por terem sido injustiçados na sua vida, passam o tempo a fazer o mesmo aos outros… como se lhes tivesse sido agradável e proveitosa a maldade de que foram vítimas.

A mim, por vezes, basta-me pensar que não sou diferente daqueles que sinto vontade de condenar…

Há uma paz infinita em viver sem julgar ninguém, que poucos aproveitam!

Que eu aprenda a olhar para o que sou e para o que tenho feito e encontre formas de me corrigir e de me perdoar. Que eu aprenda a ser justo e bom comigo mesmo. A ter e a ser paz, na minha vida e na vida dos outros.

 

 

Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/

Autor: José Luís Nunes Martins

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