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	<title>Paróquia São Luis &#8211; Faro</title>
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	<description>Paróquia de São Luis de Faro - Diocese do Algarve - Noticias, Eventos ...</description>
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		<title>Cuidar a vida é viral</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/cuidar-a-vida-e-viral/</link>
				<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 07:36:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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				<description><![CDATA[Os filmes com cenários apocalípticos, argumentos sempre próximos de permanentes ameaças e cenas a sobreviver pela tensão gerada por destruições globais nunca foram grande atração pessoal para umas horas nas salas de cinema. Isso não significa que o acontecer de cada dia seja olhado como um mar de rosas, sem problemas, longe de limites ou &#8230;]]></description>
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<p style="text-align: justify">Os filmes com cenários apocalípticos, argumentos sempre próximos de permanentes ameaças e cenas a sobreviver pela tensão gerada por destruições globais nunca foram grande atração pessoal para umas horas nas salas de cinema. Isso não significa que o acontecer de cada dia seja olhado como um mar de rosas, sem problemas, longe de limites ou de fragilidades. E muito menos que o quotidiano se distancie do necessário esforço, do empenho permanente em definir criativamente objetivos para cada ocasião e assuma o constante compromisso com causas pessoais e sobretudo coletivas.</p>
<p style="text-align: justify">Nesta forma de ser e de estar, a pandemia em curso – como qualquer outra – teria cenas suficientes para não gerar grandes interesses ou curiosidades. Se fosse um filme! Não sendo, é da nossa história, faz parte do nosso quotidiano, passa por atitudes e comportamentos que temos de assumir empenhadamente para a conter e confiar à ciência a frente que for capaz de lhe fazer.</p>
<p style="text-align: justify">Depois, há um ponto de encontro onde um vírus está a colocar todos os humanos. Entre todas as vozes de todos os setores sociais – da política à ética, da economia à proteção social, do trabalho à família e do relativismo individualista à religião – a convicção é a mesma e certezas não são muitas, a não ser uma determinação: temos de cuidar uns dos outros!</p>
<p style="text-align: justify">Assim, na constatação de que um vírus chega a todos, independentemente de geografias, condições sociais, crenças ou etnias, mulheres e homens de todas as latitudes envolvem-se nesse compromisso, deixado normalmente ao cuidados de uma minoria altruísta ou benemérita. Porque, de facto, um vírus veio dizer que de nada vale proteger-se, criar muros, cuidar apenas de um “eu”. Esse cuidado não serve! Não serve agora como nunca serviu.</p>
<p style="text-align: justify">O envolvimento coletivo em torno da mesma causa – temos de cuidar uns dos outros – configura-se a uma proposta com 2000 anos de história: o cristianismo anunciado e vivido por Jesus. Não se trata de uma proposta do passado, antes de cada geração e cada vez mais urgente. Tem no centro uma palavra, amor, e descobre-se apenas quando se conjuga um verbo, amar.</p>
<p style="text-align: justify">Em tempos de pandemia, da incerteza que gera e da necessidade de criar pontos firmes que sejam de recomeços mais à frente, é maior o desafio dos “discípulosmissionários” de Cristo, convergindo vozes em torno da mensagem essencial, o cuidar uns dos outros que o verbo amar sobretudo conjuga, e com projetos e determinações que sejam apenas sinal disso mesmo!</p>
<p style="text-align: justify">A sucessão dos acontecimentos, a experiência de uma globalização que implica verdadeiramente todos, pela primeira vez, e o comum envolvimento no cuidar do outro, como imperativo principal em ordem ao bem comum, mostra que a vida é, de facto, viral. Que o seja, nesta e em todas as ocasiões.</p>
<p style="text-align: justify"><em>PS. A Agência ECCLESIA inicia nestes dias um projeto de publicação de opinião sobre a atualidade que deseja envolver as várias dioceses e diferentes estruturas da Igreja Católica em Portugal. Uma ideia acalentada há algum tempo, que começou a ser proposta em cada dioceses, como bem <a href="https://agencia.ecclesia.pt/portal/marco-de-2020/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">apresenta</a> a diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais no artigo que marca o início deste projeto, e que vai continuar a chegar aos vários responsáveis diocesanos. Em causa não está – como nunca esteve – a ideia de falar a uma só voz, mas a certeza de que todos falamos em nome de uma só voz, a de Jesus Cristo. E temos por relevante a matriz cristã para a história que construímos nas circunstâncias de cada tempo!</em></p>
</div>
<p>Fonte:&nbsp;</p>
<p>Autor:https://agencia.ecclesia.pt</p>
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<p><em>Paulo Rocha, Agência Ecclesia</em></p>
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		<title>A barca de Pedro</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/a-barca-de-pedro/</link>
				<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 07:32:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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				<description><![CDATA[Sozinho, na Praça de São Pedro, o Papa abençoou a cidade e o mundo, em tempo de pandemia. Os sinos do Vaticano misturaram-se com o som das ambulâncias de Roma, dando ainda mais vida a uma mensagem clara: estamos todos no mesmo barco. Não aprendemos com as guerras, com a fome, com a miséria, com &#8230;]]></description>
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<p style="text-align: justify">Sozinho, na Praça de São Pedro, o Papa abençoou a cidade e o mundo, em tempo de pandemia. Os sinos do Vaticano misturaram-se com o som das ambulâncias de Roma, dando ainda mais vida a uma mensagem clara: estamos todos no mesmo barco. Não aprendemos com as guerras, com a fome, com a miséria, com a crise ambiental, mas talvez aprendamos com este vírus.</p>
<p style="text-align: justify">“Acorda, Senhor”, disse Francisco. É também um grito para a humanidade, que perdeu o sentido de pertença comum: acorda!</p>
<p style="text-align: justify">Há que confessar: este momento é assustador. Estamos habituados a correr, toda a nossa vida tem sido definida pela (hiper)velocidade e não paramos por iniciativa própria, apenas porque fomos obrigados. Quero acreditar que muitos vão redescobrir o valor da pausa (e do que alimenta o espírito humano, não apenas a sua conta bancária), mas é preciso evitar que daqui a alguns anos tudo tenha voltado ao mesmo, a crise esquecida, a vida reduzida ao consumo, os ricos mais ricos e os pobres mais pobres…</p>
<p style="text-align: justify">Também há um plano microscópico que esta pandemia nos revela, e não é o vírus: o meu Eu. Um ser em busca de sentido, muitas vezes ameaçado pela velocidade a que se desenrolam os dias, debaixo do bombardeamento de estímulos e exigências que nem sempre são fáceis de cumprir ou satisfazer.</p>
<p style="text-align: justify">O que fica de nós quando nos esvaziamos do que nos rodeia? É uma questão fundamental que nos acompanha, de forma particular, nestes dias de isolamento social.</p>
<p style="text-align: justify">Somos definidos pelo que fazemos? Conseguimos viver sem ruído à nossa volta? Encontramo-nos vazios de nós? E conseguimos desatar os nós que as respostas a estas perguntas levantam?</p>
<p style="text-align: justify">Esta busca pessoal e comunitária precisa de valores que a guiem e enquadrem, para que as respostas façam sentido e o caminho seja identificável e, acima de tudo, percorrível em conjunto. É aqui que esta crise nos vai definir, como sociedade.</p>
</div>
<p>Fonte:&nbsp;</p>
<p>Autor:https://agencia.ecclesia.pt</p>
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<p><em>Octávio Carmo, Agência ECCLESIA</em></p>
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		<title>Vaticano: «Que hoje seja o domingo do choro» – Papa Francisco</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/vaticano-que-hoje-seja-o-domingo-do-choro-papa-francisco/</link>
				<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 07:28:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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				<description><![CDATA[Missa na Capela de Santa Marta lembrou as «muitas pessoas» que choram por causa da pandemia covid-19 Cidade do Vaticano, 29 mar 2020 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje da Missa que presidiu na Capela de Santa Marta que há “muitas pessoas que choram” por causa da pandemia covid-19 e pediu que este dia &#8230;]]></description>
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<div class="entry-content">
<p style="text-align: justify"><em>Missa na Capela de Santa Marta lembrou as «muitas pessoas» que choram por causa da pandemia covid-19</em></p>
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<article id="post-167839" class="et_pb_post post-167839 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-manchete2 category-vaticano tag-covid-19 tag-papa-francisco tag-quaresma">
<div class="entry-content">
<p style="text-align: justify">Cidade do Vaticano, 29 mar 2020 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje da Missa que presidiu na Capela de Santa Marta que há “muitas pessoas que choram” por causa da pandemia covid-19 e pediu que este dia seja o “domingo do choro”.</p>
<p style="text-align: justify">“Que hoje seja para todos nós o domingo do choro”, lembrou o Papa ao comentar o texto do Evangelho que a liturgia da Igreja Católica propõe para as celebrações do V Domingo da Quaresma, onde Jesus chora por causa da morte do amigo Lázaro.</p>
<p style="text-align: justify">No início da Missa, o Papa expressou proximidade às muitas pessoas que choram por causa da doença covid-19 e das suas consequências sociais, as “pessoas isoladas, pessoas em quarentena, os idosos, sós, pessoas internadas e as pessoas em tratamento, os pais que veem que, como falta o salário, não conseguirão dar de comer aos filhos”.</p>
<p style="text-align: justify">“Hoje, diante de um mundo que sofre tanto, de tantas pessoas que sofrem as consequências desta pandemia, eu pergunto: sou capaz de chorar, como certamente o faria Jesus e o faz agora Jesus?”, questionou o Papa.</p>
<p style="text-align: justify">Na homilia da Missa, Francisco disse que o coração de cada pessoa deve ser como o de Jesus e, quanto “é demasiado empedernido”, quando uma pessoa é “capaz de falar, de fazer o bem, de ajudar, mas o coração permanece distante”, é necessário pedir a “graça de chorar”.</p>
<p style="text-align: justify">“Muitos choram hoje. E nós, deste altar, deste sacrifício de Jesus, de Jesus que não teve vergonha de chorar, peçamos a graça de chorar”, afirmou o Papa.</p>
<p style="text-align: justify">A pandemia covid-19 surgiu no mês de dezembro de 2019 e provocou perto de 20 mil mortes em todo o mundo, tendo atingido mais de 600 mil pessoas.</p>
<p style="text-align: justify">Em Portugal, a Direção Geral da Saúde informou que até este sábado registaram-se 100 mortes, 5170 pessoas infetadas pelo novo coronavírus e 43 casos recuperados.</p>
<p style="text-align: justify"><em>PR</em></p>
</div>
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		<item>
		<title>5 de abril de 2020 – Domingo de Ramos na Paixão do Senhor</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/5-de-abril-de-2020-domingo-de-ramos-na-paixao-do-senhor/</link>
				<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 07:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Liturgia Dominical]]></category>

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				<description><![CDATA[LEITURA I Is 50, 4-7 Leitura do Livro de Isaías O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e &#8230;]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><strong>LEITURA I Is 50, 4-7</strong></p>
<p style="text-align: justify">Leitura do Livro de Isaías</p>
<p style="text-align: justify">O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos.</p>
<p style="text-align: justify">O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam.</p>
<p style="text-align: justify">Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e, por isso, não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que não ficarei desiludido.</p>
<p>Palavra do Senhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SALMO RESPONSORIAL Salmo 21 (22), 8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)</strong></p>
<p><strong><em>Refrão:</em></strong> Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos os que me vêem escarnecem de mim,</p>
<p>estendem os lábios e meneiam a cabeça:</p>
<p>«Confiou no Senhor, Ele que o livre,</p>
<p>Ele que o salve, se é seu amigo».</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Matilhas de cães me rodearam,</p>
<p>cercou-me um bando de malfeitores.</p>
<p>Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,</p>
<p>posso contar todos os meus ossos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Repartiram entre si as minhas vestes</p>
<p>e deitaram sortes sobre a minha túnica.</p>
<p>Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,</p>
<p>sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,</p>
<p>hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.</p>
<p>Vós que temeis o Senhor, louvai-O,</p>
<p>glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,</p>
<p>reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>LEITURA II Filip 2, 6-11</strong></p>
<p style="text-align: justify">Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses</p>
<p style="text-align: justify">Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos,</p>
<p style="text-align: justify">e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Palavra do Senhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>EVANGELHO Forma longa Mt 26, 14 – 27, 66</strong></p>
<p><strong>N</strong> Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus</p>
<p>Naquele tempo,</p>
<p>um dos Doze, chamado Judas Iscariotes,</p>
<p>foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes:</p>
<p><strong>R</strong> «Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?».</p>
<p><strong>N</strong> Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata.</p>
<p>E a partir de então,</p>
<p>Judas procurava uma oportunidade para O entregar.</p>
<p>No primeiro dia dos Ázimos,</p>
<p>os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:</p>
<p><strong>R</strong> «Onde queres que façamos os preparativos</p>
<p>para comer a Páscoa?».</p>
<p><strong>N</strong> Ele respondeu:</p>
<p><strong>J</strong> «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe:</p>
<p>‘O Mestre manda dizer:</p>
<p>O meu tempo está próximo.</p>
<p>É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa</p>
<p>com os meus discípulos’».</p>
<p><strong>N</strong> Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado</p>
<p>e prepararam a Páscoa.</p>
<p>Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze.</p>
<p>Enquanto comiam, declarou:</p>
<p><strong>J</strong> «Em verdade vos digo:</p>
<p>Um de vós há-de entregar-Me».</p>
<p><strong>N</strong> Profundamente entristecidos,</p>
<p>começou cada um a perguntar-Lhe:</p>
<p><strong>R</strong> «Serei eu, Senhor?».</p>
<p><strong>N</strong> Jesus respondeu:</p>
<p><strong>J</strong> «Aquele que meteu comigo a mão no prato</p>
<p>é que há-de entregar-Me.</p>
<p>O Filho do homem vai partir,</p>
<p>como está escrito acerca d’Ele.</p>
<p>Mas ai daquele</p>
<p>por quem o Filho do homem vai ser entregue!</p>
<p>Melhor seria para esse homem não ter nascido».</p>
<p><strong>N</strong> Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou:</p>
<p><strong>R</strong> «Serei eu, Mestre?».</p>
<p><strong>N</strong> Respondeu Jesus:</p>
<p><strong>J</strong> «Tu o disseste».</p>
<p><strong>N</strong> Enquanto comiam,</p>
<p>Jesus tomou o pão, recitou a bênção,</p>
<p>partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo:</p>
<p><strong>J</strong> «Tomai e comei: Isto é o meu corpo».</p>
<p><strong>N</strong> Tomou em seguida um cálice,</p>
<p>deu graças e entregou-lho, dizendo:</p>
<p><strong>J</strong> «Bebei dele todos,</p>
<p>porque este é o meu sangue, o sangue da aliança,</p>
<p>derramado pela multidão,</p>
<p>para remissão dos pecados.</p>
<p>Eu vos digo que não beberei mais deste fruto da videira,</p>
<p>até ao dia em que beberei convosco</p>
<p>o vinho novo no reino de meu Pai».</p>
<p><strong>N</strong> Cantaram os salmos</p>
<p>e seguiram para o monte das Oliveiras.</p>
<p><strong>N</strong> Então, Jesus disse-lhes:</p>
<p><strong>J</strong> «Todos vós, esta noite, vos escandalizareis por minha causa,</p>
<p>como está escrito:</p>
<p>‘Ferirei o pastor. e dispersar-se-ão as ovelhas do rebanho’.</p>
<p>Mas, depois de ressuscitar,</p>
<p>preceder-vos-ei a caminho da Galileia».</p>
<p><strong>N</strong> Pedro interveio, dizendo:</p>
<p>R «Ainda que todos se escandalizem por tua causa,</p>
<p>eu não me escandalizarei».</p>
<p><strong>N</strong> Jesus respondeu-lhe:</p>
<p><strong>J</strong> «Em verdade te digo:</p>
<p>Esta mesma noite, antes de o galo cantar,</p>
<p>Me negarás três vezes».</p>
<p><strong>N</strong> Pedro disse-lhe:</p>
<p><strong>R</strong> «Ainda que tenha de morrer contigo, não Te negarei».</p>
<p><strong>N</strong> E o mesmo disseram todos os discípulos.</p>
<p>Então, Jesus chegou com eles a uma propriedade,</p>
<p>chamada Getsémani,</p>
<p>e disse aos discípulos:</p>
<p><strong>J</strong> «Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar».</p>
<p><strong>N</strong> E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,</p>
<p>começou a entristecer-Se e a angustiar-Se.</p>
<p>Disse-lhes então:</p>
<p><strong>J</strong> «A minha alma está numa tristeza de morte.</p>
<p>Ficai aqui e vigiai comigo».</p>
<p><strong>N</strong> E, adiantando-Se um pouco mais, caiu com o rosto por terra,</p>
<p>enquanto orava e dizia:</p>
<p><strong>J</strong> «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice.</p>
<p>Todavia, não se faça como Eu quero,</p>
<p>mas como Tu queres».</p>
<p><strong>N</strong> Depois, foi ter com os discípulos,</p>
<p>encontrou-os a dormir e disse a Pedro:</p>
<p><strong>J</strong> «Nem sequer pudestes vigiar uma hora comigo!</p>
<p>Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.</p>
<p>O espírito está pronto, mas a carne é fraca».</p>
<p>N De novo Se afastou, pela segunda vez, e orou, dizendo:</p>
<p><strong>J</strong> «Meu Pai,</p>
<p>se este cálice não pode passar sem que Eu o beba,</p>
<p>faça-se a tua vontade».</p>
<p><strong>N</strong> Voltou novamente e encontrou-os a dormir,</p>
<p>pois os seus olhos estavam pesados de sono.</p>
<p>Deixou-os e foi de novo orar, pela terceira vez,</p>
<p>repetindo as mesmas palavras.</p>
<p>Veio então ao encontro dos discípulos e disse-lhes:</p>
<p><strong>J</strong> «Dormi agora e descansai.</p>
<p>Chegou a hora em que o Filho do homem</p>
<p>vai ser entregue às mãos dos pecadores.</p>
<p>Levantai-vos, vamos.</p>
<p>Aproxima-se aquele que Me vai entregar».</p>
<p><strong>N</strong> Ainda Jesus estava a falar,</p>
<p>quando chegou Judas, um dos Doze,</p>
<p>e com ele uma grande multidão, com espadas e varapaus,</p>
<p>enviada pelos príncipes dos sacerdotes</p>
<p>e pelos anciãos do povo.</p>
<p>O traidor tinha-lhes dado este sinal:</p>
<p><strong>R</strong> «Aquele que eu beijar, é esse mesmo. Prendei-O».</p>
<p><strong>N</strong> Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse-Lhe:</p>
<p><strong>R</strong> «Salve, Mestre!».</p>
<p><strong>N</strong> E beijou-O.</p>
<p>Jesus respondeu- lhe:</p>
<p><strong>J</strong> «Amigo, a que vieste?».</p>
<p><strong>N</strong> Então avançaram, deitaram as mãos a Jesus</p>
<p>e prenderam-n’O.</p>
<p>Um dos que estavam com Jesus levou a mão à espada,</p>
<p>desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote,</p>
<p>cortando-lhe uma orelha.</p>
<p>Jesus disse-lhe:</p>
<p><strong>J</strong> «Mete a tua espada na bainha,</p>
<p>pois todos os que puxarem da espada morrerão à espada.</p>
<p>Pensas que não posso rogar a meu Pai</p>
<p>que ponha já ao meu dispor mais de doze legiões de Anjos?</p>
<p>Mas como se cumpririam as Escrituras,</p>
<p>segundo as quais assim tem de acontecer?».</p>
<p><strong>N</strong> Voltando-Se depois para a multidão, Jesus disse:</p>
<p><strong>J</strong> «Viestes com espadas e varapaus para Me prender</p>
<p>como se fosse um salteador!</p>
<p>Eu estava todos os dias sentado no templo a ensinar</p>
<p>e não Me prendestes &#8230;</p>
<p>Mas, tudo isto aconteceu</p>
<p>para se cumprirem as Escrituras dos profetas».</p>
<p><strong>N</strong> Então todos os discípulos O abandonaram e fugiram.</p>
<p><strong>N</strong> Os que tinham prendido Jesus</p>
<p>levaram-n’O à presença do sumo sacerdote Caifás,</p>
<p>onde os escribas e os anciãos se tinham reunido.</p>
<p>Pedro foi-O seguindo de longe,</p>
<p>até ao palácio do sumo sacerdote.</p>
<p>Aproximando-se, entrou e sentou-se com os guardas,</p>
<p>para ver como acabaria tudo aquilo.</p>
<p>Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio</p>
<p>procuravam um testemunho falso contra Jesus</p>
<p>para O condenarem à morte,</p>
<p>mas não o encontravam,</p>
<p>embora se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas.</p>
<p>Por fim, apresentaram-se duas que disseram:</p>
<p><strong>R</strong> «Este homem afirmou:</p>
<p>‘Posso destruir o templo de Deus</p>
<p>e reconstruí-lo em três dias’».</p>
<p><strong>N</strong> Então o sumo sacerdote levantou-se e disse a Jesus:</p>
<p><strong>R</strong> «Não respondes nada?</p>
<p>Que dizes ao que depõem contra Ti?».</p>
<p><strong>N</strong> Mas Jesus continuava calado.</p>
<p>Disse-Lhe o sumo sacerdote:</p>
<p><strong>R</strong> «Eu Te conjuro pelo Deus vivo,</p>
<p>que nos declares se és Tu o Messias, o Filho de Deus».</p>
<p><strong>N</strong> Jesus respondeu-lhe:</p>
<p><strong>J</strong> «Tu o disseste.</p>
<p>E Eu digo-vos:</p>
<p>vereis o Filho do homem</p>
<p>sentado à direita do Todo-poderoso,</p>
<p>vindo sobre as nuvens do céu».</p>
<p><strong>N</strong> Então o sumo sacerdote rasgou as vestes, dizendo:</p>
<p><strong>R</strong> «Blasfemou.</p>
<p>Que necessidade temos de mais testemunhas?</p>
<p>Acabais de ouvir a blasfémia. Que vos parece?».</p>
<p><strong>N</strong> Eles responderam:</p>
<p><strong>R</strong> «É réu de morte».</p>
<p><strong>N</strong> Cuspiram-Lhe então no rosto e deram-Lhe punhadas.</p>
<p>Outros esbofeteavam-n’O, dizendo:</p>
<p><strong>R</strong> «Adivinha, Messias: quem foi que Te bateu?».</p>
<p><strong>N</strong> Entretanto, Pedro estava sentado no pátio.</p>
<p>Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe:</p>
<p><strong>R</strong> «Tu também estavas com Jesus, o galileu».</p>
<p><strong>N</strong> Mas ele negou diante de todos, dizendo:</p>
<p><strong>R</strong> «Não sei o que dizes».</p>
<p><strong>N</strong> Dirigindo-se para a porta,</p>
<p>foi visto por outra criada que disse aos circunstantes:</p>
<p><strong>R</strong> «Este homem estava com Jesus de Nazaré».</p>
<p><strong>N</strong> E, de novo, ele negou com juramento:</p>
<p><strong>R</strong> «Não conheço tal homem».</p>
<p><strong>N</strong> Pouco depois, aproximaram-se os que ali estavam</p>
<p>e disseram a Pedro:</p>
<p><strong>R</strong> «Com certeza tu és deles, pois até a fala te denuncia».</p>
<p><strong>N</strong> Começou então a dizer imprecações e a jurar:</p>
<p><strong>R</strong> «Não conheço tal homem».</p>
<p><strong>N</strong> E, imediatamente, um galo cantou.</p>
<p>Então, Pedro lembrou-se das palavras que Jesus dissera:</p>
<p>«Antes de o galo cantar, tu Me negarás três vezes».</p>
<p>E, saindo, chorou amargamente.</p>
<p>Ao romper da manhã,</p>
<p>todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo</p>
<p>se reuniram em conselho contra Jesus,</p>
<p>para Lhe darem a morte.</p>
<p>Depois de Lhe atarem as mãos,</p>
<p>levaram-n’O e entregaram-n’O ao governador Pilatos.</p>
<p>Então Judas, que entregara Jesus,</p>
<p>vendo que Ele tinha sido condenado,</p>
<p>tocado pelo remorso, devolveu as trinta moedas de prata</p>
<p>aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo:</p>
<p><strong>R</strong> «Pequei, entregando sangue inocente».</p>
<p><strong>N</strong> Mas eles replicaram:</p>
<p><strong>R</strong> «Que nos importa? É lá contigo».</p>
<p><strong>N</strong> Então arremessou as moedas para o santuário,</p>
<p>saiu dali e foi-se enforcar.</p>
<p>Mas os príncipes dos sacerdotes</p>
<p>apanharam as moedas e disseram:</p>
<p><strong>R</strong> «Não se podem lançar no tesouro,</p>
<p>porque são preço de sangue».</p>
<p><strong>N</strong> E, depois de terem deliberado,</p>
<p>compraram com elas o Campo do Oleiro,</p>
<p>que servia para a sepultura dos estrangeiros.</p>
<p>Por este motivo se tem chamado àquele campo,</p>
<p>até ao dia de hoje, «Campo de Sangue».</p>
<p>Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta:</p>
<p>«Tomaram trinta moedas de prata,</p>
<p>preço em que foi avaliado</p>
<p>Aquele que os filhos de Israel avaliaram,</p>
<p>e deram-nas pelo Campo do Oleiro,</p>
<p>como o Senhor me tinha ordenado».</p>
<p><strong>N</strong> Entretanto, Jesus foi levado à presença do governador,</p>
<p>que Lhe perguntou:</p>
<p><strong>R</strong> «Tu és o rei dos judeus?».</p>
<p><strong>N</strong> Jesus respondeu:</p>
<p><strong>J</strong> «É como dizes».</p>
<p><strong>N</strong> Mas, ao ser acusado pelos príncipes dos sacerdotes</p>
<p>e pelos anciãos, nada respondeu.</p>
<p>Disse-Lhe então Pilatos:</p>
<p><strong>R</strong> «Não ouves quantas acusações levantam contra Ti?».</p>
<p><strong>N</strong> Mas Jesus não respondeu coisa alguma,</p>
<p>a ponto de o governador ficar muito admirado.</p>
<p>Ora, pela festa da Páscoa,</p>
<p>o governador costumava soltar um preso,</p>
<p>à escolha do povo.</p>
<p>Nessa altura, havia um preso famoso, chamado Barrabás.</p>
<p>E, quando eles se reuniram, disse-lhes Pilatos:</p>
<p><strong>R</strong> «Qual quereis que vos solte?</p>
<p>Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?».</p>
<p><strong>N</strong> Ele bem sabia que O tinham entregado por inveja.</p>
<p>Enquanto estava sentado no tribunal,</p>
<p>a mulher mandou-lhe dizer:</p>
<p><strong>R</strong> «Não te prendas com a causa desse justo,</p>
<p>pois hoje sofri muito em sonhos por causa d’Ele».</p>
<p><strong>N</strong> Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos</p>
<p>persuadiram a multidão a que pedisse Barrabás</p>
<p>e fizesse morrer Jesus.</p>
<p>O governador tomou a palavra e perguntou-lhes:</p>
<p><strong>R</strong> «Qual dos dois quereis que vos solte?».</p>
<p><strong>N</strong> Eles responderam:</p>
<p><strong>R</strong> «Barrabás».</p>
<p><strong>N</strong> Disse-lhes Pilatos:</p>
<p><strong>R</strong> «E que hei-de fazer de Jesus, chamado Cristo?».</p>
<p><strong>N</strong> Responderam todos:</p>
<p><strong>R</strong> «Seja crucificado».</p>
<p><strong>N</strong> Pilatos insistiu:</p>
<p><strong>R</strong> «Que mal fez Ele?».</p>
<p><strong>N</strong> Mas eles gritavam cada vez mais:</p>
<p><strong>R</strong> «Seja crucificado».</p>
<p><strong>N</strong> Pilatos, vendo que não conseguia nada</p>
<p>e aumentava o tumulto,</p>
<p>mandou vir água</p>
<p>e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo:</p>
<p><strong>R</strong> «Estou inocente do sangue deste homem.</p>
<p>Isso é lá convosco».</p>
<p><strong>N</strong> E todo o povo respondeu:</p>
<p><strong>R</strong> «O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos».</p>
<p><strong>N</strong> Soltou-lhes então Barrabás.</p>
<p>E, depois de ter mandado açoitar Jesus,</p>
<p>entregou-lh’O para ser crucificado.</p>
<p>Então os soldados do governador</p>
<p>levaram Jesus para o pretório</p>
<p>e reuniram à volta d’Ele toda a coorte.</p>
<p>Tiraram-Lhe a roupa</p>
<p>e envolveram-n’O num manto vermelho.</p>
<p>Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça</p>
<p>e colocaram uma cana na sua mão direita.</p>
<p>Ajoelhando diante d’Ele, escarneciam-n’O, dizendo:</p>
<p><strong>R</strong> «Salve, rei dos judeus!».</p>
<p><strong>N</strong> Depois, cuspiam-Lhe no rosto</p>
<p>e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça.</p>
<p>Depois de O terem escarnecido,</p>
<p>tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas</p>
<p>e levaram-n’O para ser crucificado.</p>
<p><strong>N</strong> Ao saírem,</p>
<p>encontraram um homem de Cirene, chamado Simão,</p>
<p>e requisitaram-no para levar a cruz de Jesus.</p>
<p>Chegados a um lugar chamado Gólgota,</p>
<p>que quer dizer lugar do Calvário,</p>
<p>deram-Lhe a beber vinho misturado com fel.</p>
<p>Mas Jesus, depois de o provar, não quis beber.</p>
<p>Depois de O terem crucificado,</p>
<p>repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte,</p>
<p>e ficaram ali sentados a guardá-l’O.</p>
<p>Por cima da sua cabeça puseram um letreiro,</p>
<p>indicando a causa da sua condenação:</p>
<p>«Este é Jesus, o rei dos judeus».</p>
<p>Foram crucificados com Ele dois salteadores,</p>
<p>um à direita e outro à esquerda.</p>
<p>Os que passavam insultavam-n’O</p>
<p>e abanavam a cabeça, dizendo:</p>
<p><strong>R</strong> «Tu, que destruías o templo e o reedificavas em três dias,</p>
<p>salva-Te a Ti mesmo;</p>
<p>se és Filho de Deus, desce da cruz».</p>
<p><strong>N</strong> Os príncipes dos sacerdotes,</p>
<p>juntamente com os escribas e os anciãos,</p>
<p>também troçavam d’Ele, dizendo:</p>
<p><strong>R</strong> «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo!</p>
<p>Se é o rei de Israel,</p>
<p>desça agora da cruz e acreditaremos n’Ele.</p>
<p>Confiou em Deus:</p>
<p>Ele que O livre agora, se O ama,</p>
<p>porque disse: ‘Eu sou Filho de Deus’».</p>
<p><strong>N</strong> Até os salteadores crucificados com Ele O insultavam.</p>
<p>Desde o meio-dia até às três horas da tarde,</p>
<p>as trevas envolveram toda a terra.</p>
<p>E, pelas três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte:</p>
<p><strong>J</strong> «Eli, Eli, lemá sabactáni?»,</p>
<p><strong>N</strong> que quer dizer:</p>
<p>«Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?».</p>
<p>Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram:</p>
<p><strong>R</strong> «Está a chamar por Elias».</p>
<p><strong>N</strong> Um deles correu a tomar uma esponja,</p>
<p>embebeu-a em vinagre,</p>
<p>pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber.</p>
<p>Mas os outros disseram:</p>
<p><strong>R</strong> «Deixa lá. Vejamos se Elias vem salvá-l’O».</p>
<p><strong>N</strong> E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou.</p>
<p><strong>N</strong> Então, o véu do templo rasgou-se em duas partes,</p>
<p>de alto a baixo;</p>
<p>a terra tremeu e as rochas fenderam-se.</p>
<p>Abriram-se os túmulos,</p>
<p>e muitos dos corpos de santos que tinham morrido</p>
<p>ressuscitaram;</p>
<p>e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus,</p>
<p>entraram na cidade santa e apareceram a muitos.</p>
<p>Entretanto, o centurião e os que com ele guardavam Jesus,</p>
<p>ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer,</p>
<p>ficaram aterrados e disseram:</p>
<p><strong>R</strong> «Este era verdadeiramente Filho de Deus».</p>
<p><strong>N</strong> Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres</p>
<p>que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem.</p>
<p>Entre elas encontrava-se Maria Madalena,</p>
<p>Maria, mãe de Tiago e de José,</p>
<p>e a mãe dos filhos de Zebedeu.</p>
<p>Ao cair da tarde,</p>
<p>veio um homem rico de Arimateia, chamado José,</p>
<p>que também se tinha tornado discípulo de Jesus.</p>
<p>Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.</p>
<p>E Pilatos ordenou que lho entregassem.</p>
<p>José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo</p>
<p>e depositou-o no seu sepulcro novo,</p>
<p>que tinha mandado escavar na rocha.</p>
<p>Depois rolou uma grande pedra para a entrada do sepulcro</p>
<p>e retirou-se.</p>
<p>Entretanto, estavam ali Maria Madalena e a outra Maria,</p>
<p>sentadas em frente do sepulcro.</p>
<p>No dia seguinte, isto é, depois da Preparação,</p>
<p>os príncipes dos sacerdotes e os fariseus</p>
<p>foram ter com Pilatos e disseram-lhe:</p>
<p><strong>R</strong> «Senhor, lembrámo-nos do que aquele impostor disse</p>
<p>quando ainda era vivo:</p>
<p>‘Depois de três dias ressuscitarei’.</p>
<p>Por isso, manda que o sepulcro seja mantido em segurança</p>
<p>até ao terceiro dia,</p>
<p>para que não venham os discípulos roubá-lo</p>
<p>e dizer ao povo: ‘Ressuscitou dos mortos’.</p>
<p>E a última impostura seria pior do que a primeira».</p>
<p><strong>N</strong> Pilatos respondeu:</p>
<p><strong>R</strong> «Tendes à vossa disposição a guarda:</p>
<p>ide e guardai-o como entenderdes».</p>
<p><strong>N</strong> Eles foram e guardaram o sepulcro,</p>
<p>selando a pedra e pondo a guarda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Palavra da salvação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Reflexão:</strong></p>
<ol>
<li><strong> A obediência, caminho do nosso resgate </strong></li>
</ol>
<p>A profecia de Isaías, proclamada como <strong>1ª leitura</strong>, coloca-nos perante um texto escrito seis séculos antes da vinda de Cristo, que anuncia com impressionante realismo a Paixão de Jesus.</p>
<p>Deus capacita o Seu Servo para cumprir a sua missão como consolador dos abatidos pelo sofrimento.<em> O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Atenção à vontade de Deus</strong>. Ele está permanentemente à escuta do que Deus lhe manda, disposto a executar fielmente a Sua vontade, mesmo que isto lhe acarrete dores e ultrajes. <em>Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar como escutam os discípulos</em>.</p>
<p>Pode ensinar-nos e animar-nos a levar a Cruz da vida, porque vai á nossa frente com uma que é imensamente mais pesada.</p>
<p>Aceita a cruz com generosidade, sem lhe fazer descontos: <em>eu não resisti nem recuei um passo</em>.</p>
<p>Enfrenta-a com coragem: <em>Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba</em>.</p>
<p>O primeiro pecado — como todos os que se cometem no mundo — foi de desobediência à vontade de Deus.</p>
<p>Cristo Jesus redime-nos da escravidão do pecado por uma docilidade generosa à vontade do Pai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Senhor nunca nos desampara</strong>. No entanto, a Liturgia coloca em nossos lábios o salmo 21, oração de um pobre abandonado e triste, o mesmo que Jesus Cristo rezou na Cruz, na tarde de Sexta-Feira Santa.</p>
<p>Esta oração exprime, sem dúvida, sentimentos de aflição e dor, mas também a nossa confiança ilimitada no Senhor. É a voz dum filho que desabafa com o Pai, com a esperança de receber consolação.</p>
<p>É uma oração para rezarmos especialmente naqueles momentos em que a cruz se torna mais pesada, quer em si mesma, quer pela incompreensão dos que mais nos deviam ajudar: <em>Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?</em></p>
<p><em>&nbsp;</em></p>
<ol start="2">
<li><strong> O preço da nossa Redenção</strong></li>
</ol>
<p><em>&nbsp;</em></p>
<ol>
<li>Paulo, na carta aos Filipenses, transmite-nos um hino da Igreja dos primeiros tempos.</li>
</ol>
<p><strong>O Filho de Deus reduz-Se à condição de servo</strong>. Nele se canta o mistério da Encarnação, recordando algumas verdades fundamentais: a existência divina de Cristo; o ocultamento da Sua glória na fraqueza da condição humana; a Sua humilhação suprema — descendo quase abaixo da nossa dignidade — para nos servir, terminando na morte da Cruz. Mas o Pai acaba por glorificá-l&#8217;O com a Ressurreição gloriosa.</p>
<p>Por isso, todas as gerações aclamaram e hão-de aclamar Jesus Cristo torna-se o único Salvador do mundo, ontem, hoje e sempre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As nossas perguntas sobre a Paixão de Jesus</strong>. S. Marcos, ao descrever-nos a Paixão de Jesus, procura responder a uma pergunta que, possivelmente, teremos feito ao Senhor, no silêncio da nossa alma: Por que motivo a nossa salvação teve de se realizar por este caminho de sofrimento?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A desobediência foi apagada pela obediência</strong>. Recebemos apenas uma resposta que exige de nós um generoso acto de fé: porque era esta a vontade do Pai. A Paixão apresenta-se como o cumprimento das Escrituras e, portanto, como um supremo acto de obediência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A pedagogia de Deus na Paixão de Jesus</strong>. No entanto, somos capazes de vislumbrar algumas razões para este drama da Paixão: era a única linguagem que seríamos capazes de entender, para gravar na inteligência e no coração algumas verdades: a loucura do Amor de Deus por nós; a tremenda fealdade do pecado; e o valor infinito de cada pessoa humana, por mais degrada que se encontre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Os apelos de cada Eucaristia dominical</strong>. Em cada Celebração da Eucaristia, com a renovação da Paixão e Morte do Senhor, sentimos diversos apelos: ao nosso Amor a Deus, sem limites de qualquer espécie; à disposição interior para evitar o pecado, mesmo ao preço do sacrifício da vida; à generosidade no dar a mão a cada pessoa, ajudando-a a crescer até à dimensão de Jesus Cristo, a começar especialmente pelas pessoas mais necessitadas.</p>
<p>De tudo isto nos fala o silêncio de Maria, com a alma trespassada de dor, enquanto Jesus agoniza no Calvário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Oração Universal ou dos Fiéis</strong></p>
<p>Irmãs e irmãos:</p>
<p>Contemplando a Cristo, nosso Salvador, oremos pela salvação de todos os homens, vítimas do ódio, da violência e da injustiça, dizendo (ou: cantando), confiadamente:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>Ouvi-nos, Senhor.</li>
</ol>
<p>Ou: Abençoai, Senhor, o vosso povo.</p>
<p>Ou: Kýrie, eléison.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>Pela santa Igreja, seus ministros e fiéis,</li>
</ol>
<p>para que, vivendo na fé o mistério da Paixão,</p>
<p>recolham da árvore da cruz o fruto da esperança,</p>
<p>oremos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li>Pelos que fazem as leis e julgam os homens,</li>
</ol>
<p>para que defendam os inocentes e os oprimidos</p>
<p>e restabeleçam o direito e a verdade,</p>
<p>oremos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="3">
<li>Pelos ateus e pelos cristãos sem fé,</li>
</ol>
<p>para que, à semelhança do centurião do Evangelho,</p>
<p>descubram em Cristo crucificado o Filho de Deus,</p>
<p>oremos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="4">
<li>Pelos doentes, os moribundos e os agonizantes,</li>
</ol>
<p>para que sintam junto de si o Salvador,</p>
<p>que nas mãos do Pai entregou o seu espírito,</p>
<p>oremos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="5">
<li>Por todos nós e pela nossa comunidade (paroquial),</li>
</ol>
<p>para que, unidos à paixão e morte do Redentor,</p>
<p>sejamos conduzidos à glória da Ressurreição,</p>
<p>oremos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(Outras intenções: jovens do mundo inteiro e seus animadores &#8230;).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Senhor, nosso Deus,</p>
<p>que Vos dignastes contar-nos entre o número daqueles para quem o vosso Filho implorou o perdão ao expirar, dai-nos a graça de descobrir, à luz da fé, o amor infinito com que nos amais.</p>
<p>Por Cristo, nosso Senhor.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>29 de março de 2020 &#8211; Mensagem do Pe. Rui</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/29-de-marco-de-2020-mensagem-do-pe-rui/</link>
				<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 07:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://paroquiasaoluis-faro.org/?p=27576</guid>
				<description><![CDATA[Queridos Paroquianos, Há já três semanas que não nos encontramos para celebrar comunitariamente a Eucaristia Dominical&#8230; É, naturalmente, estranho para todos nós&#8230; Mas é um “sacrifício” necessário para se tentar conter esta pandemia. Esta semana, provavelmente, muitos se comoveram com a Celebração presidida pelo Santo Padre, e a interpretação existencial que ele nos fazia da &#8230;]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<div id="u_0_n" class="_li">
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<p style="text-align: justify">Queridos Paroquianos,<br />
Há já três semanas que não nos encontramos para celebrar comunitariamente a Eucaristia Dominical&#8230; É, naturalmente, estranho para todos nós&#8230; Mas é um “sacrifício” necessário para se tentar conter esta pandemia.<br />
Esta semana, provavelmente, muitos se comoveram com a Celebração presidida pelo Santo Padre, e a interpretação existencial que ele nos fazia da tempestade, da barca e dos discípulos.<br />
Centro-me na parte que mais me tocou. Este é o tempo do noss<span class="text_exposed_hide">&#8230;</span><span class="text_exposed_show">o “juízo” (da nossa reflexão pessoal) o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros!<br />
Até já?</span></p>
<p style="text-align: justify"><span class="text_exposed_show"><br />
Pe. Rui</span></p>
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		<title>29 de março de 2020 -5º Domingo da Quaresma – Ano A</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/29-de-marco-de-2020-5o-domingo-da-quaresma-ano-a-2/</link>
				<pubDate>Sat, 28 Mar 2020 06:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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				<description><![CDATA[Estando já próxima a Semana Santa, a grande semana da Igreja, as leituras bíblicas convidam-nos a refletir sobre a ressurreição e a vida. No meio dos afazeres de cada dia, da luta para vivermos melhor, somos convocados a interrogar-nos sobre o sentido da morte e ressurreição do Senhor para a nossa vida. Como encarar o &#8230;]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Estando já próxima a Semana Santa, a grande semana da Igreja, as leituras bíblicas convidam-nos a refletir sobre a ressurreição e a vida.</p>
<p style="text-align: justify">No meio dos afazeres de cada dia, da luta para vivermos melhor, somos convocados a interrogar-nos sobre o sentido da morte e ressurreição do Senhor para a nossa vida. Como encarar o problema da morte? Deus quer a morte? Porquê este desejo de viver mais, viver melhor, tantas vezes frustrado pelas desgraças naturais, pela injustiça e opressão humanas? É justo esperar uma vida melhor para além da morte?</p>
<p style="text-align: justify">A atitude de Jesus ressuscitando Lázaro e o ânimo do profeta Ezequiel, ambos atentos às angústias dos seus irmãos diante destas interrogações, indicam-nos a resposta que só a fé nos pode dar.</p>
<p style="text-align: justify">Na primeira leitura, Ezequiel descreve a situação dos exilados, na Babilónia, sem perspetivas para o futuro. Eram como um corpo de ossos sem vida. Haviam perdido a independência nacional e começavam a duvidar que Deus estivesse com eles. Ezequiel, em nome do próprio Deus, anuncia-lhes a restauração nacional como sendo uma ressurreição que se iniciará com o regresso à terra prometida e a doação do Espírito de Javé. Javé é apresentado, portanto, como um Deus que se carateriza pela vida, um Deus que faz regressar à vida o que já está morto, um Deus que não se alegra com a morte de ninguém.</p>
<p style="text-align: justify">No Evangelho, Cristo chora a morte do Seu amigo Lázaro, como nós choramos a dos nossos familiares e amigos porque também Ele sente o drama da morte. No seu túmulo, Lázaro recebe, de novo, o dom da vida, a vida que Cristo pela Sua morte e ressurreição, na cruz traz como um Salvador, um Libertador, a todos os homens. Ressuscitando Lázaro Jesus mostra ser o «Princípio da vida, o vencedor da morte». Como Ele próprio o declara, Ele é a ressurreição e a vida. Marta confirma esta afirmação quando diz: «Senhor, se tivésseis estado aqui, meu irmão não teria morrido». A morte campeia onde Cristo não está presente.</p>
<p style="text-align: justify">Jesus Cristo é o autor da vida e quer a vida. Veio para que tenhamos a vida e a tenhamos em abundância. Tem a vida quem vive perto d’Ele, em comunhão com Ele; colocarmo-nos do lado de Cristo é colocarmo-nos do lado da vida.</p>
<p style="text-align: justify">Segundo São João, Cristo ressuscitou Lázaro para que creiamos que Ele é o Filho de Deus e assim tenhamos a vida. A nossa adesão a Cristo é a garantia da nossa ressurreição no último dia.</p>
<p style="text-align: justify">Jesus propõe-nos a vida, não apenas para o outro mundo, para depois da ressurreição mas para já, para cada instante da nossa existência terrena.</p>
<p style="text-align: justify">Será que, neste momento, cada um de nós poderá dizer verdadeiramente que Deus está presente «no coração das nossas vidas» de um modo ao mesmo tempo poderoso e discreto?</p>
<p style="text-align: justify">É, precisamente, no meio das nossas preocupações familiares e profissionais, dos nossos projetos de futuro, das nossas ambições humanas que o Senhor nos espera. Ele está no meio do Seu povo.</p>
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		<title>Papa Francisco: Abraçar o Senhor para abraçar a esperança</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/papa-francisco-abracar-o-senhor-para-abracar-a-esperanca/</link>
				<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 18:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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				<description><![CDATA[Abraçar o Senhor para abraçar a esperança: esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram em meio à tempestade causada pela pandemia do coronavírus. Diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o &#8230;]]></description>
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<div class="article__text">
<p style="text-align: justify">Abraçar o Senhor para abraçar a esperança: esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram em meio à tempestade causada pela pandemia do coronavírus.</p>
<p style="text-align: justify">Diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o trecho escolhido para a oração dos fiéis foi a tempestade acalmada por Jesus, extraído do Evangelho de Marcos.</p>
<p style="text-align: justify">E foi esta passagem bíblica que inspirou a homilia do Santo Padre, que começa com o “entardecer…”.</p>
<div style="text-align: justify">
<div class="article__embed article__embed--border embed_style">
<blockquote><p>“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”</p></blockquote>
</div>
</div>
<h2 style="text-align: justify">Estamos todos no mesmo barco</h2>
<p style="text-align: justify">Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”.</p>
<p style="text-align: justify">Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. Em meio à tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).</p>
<p style="text-align: justify">“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.”</p>
<h2 style="text-align: justify">A ilusão de pensar&nbsp;que continuaríamos saudáveis num mundo doente</h2>
<p style="text-align: justify">Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.</p>
<div style="text-align: justify">
<div class="article__embed article__embed--border embed_style">
<blockquote><p>“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”</p></blockquote>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify">O Senhor então nos dirige um apelo, um apelo à fé. Nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.”&nbsp;&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: justify">A heroicidade dos anônimos</h2>
<p style="text-align: justify">Francisco cita o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.</p>
<p style="text-align: justify">“É diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou o Papa, que recordou que a oração e o serviço silencioso são as nossas “armas vencedoras”.</p>
<p style="text-align: justify">A tempestade nos mostra que não somos autossuficientes, que sozinhos afundamos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre.</p>
<h2 style="text-align: justify">Temos uma esperança</h2>
<p style="text-align: justify">Em meio à tempestade, o Senhor nos interpela e pede que nos despertemos. “Temos uma âncora: na sua cruz fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.”</p>
<p style="text-align: justify">Abraçar a sua cruz, explicou o Papa, significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e posse, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. “Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança.” Aqui está a força da fé e que liberta do medo. Francisco então concluiu:</p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;“Deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vocês, como um abraço consolador, a bênção de Deus.”</p>
</div>
<p>Fonte: https://www.vaticannews.va</p>
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</div>
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		<title>Bispo do Algarve diz ser tempo de “acreditar” e olhar uns pelos outros</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/bispo-do-algarve-diz-ser-tempo-de-acreditar-e-olhar-uns-pelos-outros/</link>
				<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 11:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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				<description><![CDATA[Em&#160;declarações à rádio Renascença, o bispo do Algarve diz ser tempo de “acreditar e olharmos uns pelos outros”. Apesar das preocupações com a Covid-19, D. Manuel Quintas transmite uma mensagem de esperança e otimismo aos algarvios. “Não vai ser fácil ultrapassar esta situação, mas vamos continuar a confirmar na fé, a fortalecer na esperança, a &#8230;]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Em&nbsp;<a href="https://rr.sapo.pt/2020/03/26/religiao/bispo-do-algarve-se-falta-o-turismo-corremos-o-risco-de-asfixiar/noticia/186813/?fbclid=IwAR2D4xzV6gTsRY1Dc2yRUKAAnPCUiuSxzl48_Fl1xAp0YJGqiqr-Xr9ysFM" target="_blank" rel="noopener noreferrer">declarações à rádio Renascença</a>, o bispo do Algarve diz ser tempo de “acreditar e olharmos uns pelos outros”.</p>
<p style="text-align: justify">Apesar das preocupações com a Covid-19, D. Manuel Quintas transmite uma mensagem de esperança e otimismo aos algarvios.</p>
<p style="text-align: justify">“Não vai ser fácil ultrapassar esta situação, mas vamos continuar a confirmar na fé, a fortalecer na esperança, a despertar para a solidariedade e para a caridade, para a atenção aos outros, para o bem comum, para uma corresponsabilidade no combate a este vírus, não se deixando contagiar e não contagiando outros”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify">O bispo diocesano antevê tempos complicados para a região, mas mantêm a esperança à luz daquilo que já aconteceu na última crise. “Evitámos – não sozinhos, naturalmente – que as consequências do desemprego fossem maiores, socorrendo ao nível da alimentação, com refeitórios sociais e cantinas”, lembra, acrescentando: “quero acreditar que não vamos chegar a essa situação”.</p>
<p style="text-align: justify">Pese embora essa certeza, D. Manuel Quintas mostra-se preocupado, sobretudo pela dependência do Algarve do turismo, setor que considera ser “o ar” da economia regional. “Aqui, se falta o turismo, corremos o risco de ficar asfixiados, e disso trazer consequências muito gravosas para as famílias e também para a sociedade algarvia em geral”, adverte.</p>
<p style="text-align: justify">O bispo do Algarve realça então a responsabilidade da União Europeia na resposta à crise. “Todos esperamos que a União Europeia, de facto, mostre aquilo que é e o que vale em circunstâncias como esta. Não pode abandonar cada país à sua sorte”, defende.</p>
<p style="text-align: justify">O bispo do Algarve aborda ainda o modo possível de celebrar no momento atual. “Fica sempre uma sensação, não digo de vazio, mas de desconforto, porque nada substitui o celebrar com a comunidade, com a família que nós constituímos dentro das paróquias ou a nível diocesano. Há sempre um desconforto no fim, apesar da adesão e do retorno serem expressivos”, reconhece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: https://folhadodomingo.pt/</p>
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		<title>5 a 12 de abril de 2020 &#8211; Semana Santa</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/5-a-12-de-abril-de-2020-semana-santa/</link>
				<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 10:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<title>19 de abril de 2020 &#8211; 2º Domingo da Páscoa &#8211; Domingo da Divina Misericórdia</title>
		<link>https://paroquiasaoluis-faro.org/19-de-abril-de-2020-2o-domingo-da-pascoa-domingo-da-divina-misericordia/</link>
				<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 10:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Manuel Rita]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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